11 de setembro de 2008

Ao Mesmo Tempo em Todos os Tempos de Susan Sontag

Conheci Susan Sontag na faculdade, durante a graduação. Mais tarde, no mestrado, tive o prazer de participar de um seminário, durante a aula de Heidrun Krieger Olinto, tudo isso na Puc do Rio de Janeiro. Belo campus, o aroma, os esquilos, uma atmosfera ideal para os estudos extracurriculares. Anos depois, em setembro de 2002, em sua última viagem ao Brasil, tive a sorte de trocar pouquíssimas palavras ao final de uma palestra na Biblioteca Nacional. O mais emocionante daquele dia não foi estar diante do ícone, mas ver alunos de escolas públicas lotando o auditório externo - professores corajosos e exemplares !
Não me canso de ler Susan Sontag: O Amante do Vulcão, Na América, Contra a Interpretação, Sobre a Fotografia, Assim Vivemos Agora, Diante da Dor dos Outros e tantas, tantas outras linhas. Aliás, a UCLA comprou o acervo de Susan Sontag, assim é possível empreender novas pesquisas. E agora...
Quatro anos após sua morte, sai publicado o primeiro caderno de ensaios deixados pela autora.
Seu filho, David Rieff, apresenta este volume de ensaios de forma emocionante. Impossível não despertar o sentimento solidário sobre a perda.
Mas, enfim, o que temos nas páginas desassossegadas de Susan Sontag são pensamento e idéias sobre o 11 de Setembro, literatura russa, a fotografia (novamente, uma de suas paixões), a estética e o mundo contemporâneo.
Há dois anos atrás, achei no YouTube um vídeo curioso, feito com um retrato de SS. Vale a pena ver.
Conheça, também, a Susan Sontag Foundation.
Ficha Ténicca Título: Ao Mesmo Tempo
Organização de David Rieff
Tradução: Rubens Figueiredo
Cia. das Letras
2008

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