6 de outubro de 2008

Keitai Shosetsu - Romance de Celular - Parte I

Só agora pude retomar algumas leituras e pesquisas que faço, e finalmente escrever e fazer a difusão das idéias. A primeira delas diz respeito ao que li na seção Negócios&Cia, do jornal O Globo, do dia 29 de janeiro de 2008. Faz um tempinho, mas não tem problema. A questão não ficou obsoleta, pois no Brasil a idéia nem chegou ainda. Vamos a ela então... “Os Romances de celular ganharam escala no Japão: responderam por metade dos best sellers em 2007. São livros escritos a partir de teclados de celular e publicados aos poucos em sites especializados. Muitos ganham versão impressa...” Como achei a informação interessante, fui à pesquisa para me interar mais sobre o assunto. Nietzsche dizia que o verdadeiro pesquisador vai até o fundo do poço e traz em suas mãos a lama... Tinha saído já no OGLOBOonline Tecnologia, em 14 de dezembro de 2007, com o destaque para Tendência, com o título “De cada dez obras de ficção mais vendidas no Japão, cinco começaram no celular”:
“Tóquio – Os autores das histórias, quase todos novatos, podem chegar à consagração mesmo fora da telinha. De cada dez obras de ficção mais vendidas no primeiro semestre de 2007 no Japão, cinco começaram como “romances de celular”, com tiragens médias que chegam a 400 mil exemplares, informa a imprensa japonesa. Chamados keitai shosetsu, em japonês os “romances de celular” são narrativas curtas que muitas vezes contam com interação do leitor e são influenciadas pelos mangas, as histórias em quadrinhos de muito sucesso no país. Seus autores, quase sempre adolescentes e jovens na faixa dos 20, escrevem para um público que vive grudado na telinha dos celulares. Várias das histórias foram transformadas em livros impressos. Um exemplo é Koizora (“Céu-Amor” em tradução livre), a saga de um rapaz com câncer que rompe com a namorada para poupá-la de seu sofrimento. Publicada em livro, a obra vendeu mais de 1,3 milhão de exemplares e está para ser transformada em filme. Os leitores das histórias de celular são, na maioria, alunas do ensino médio e mulheres na faixa dos 20, que no Japão costumam se comunicar com mensagens de celular lidas na telinha no trajeto para escola ou trabalho, ou em casa. Embora muitos leitores baixem as histórias no celular em capítulos, cada vez mais os romances são lidos na própria internet, em geral gratuitamente.O site de romances de celular Maho i-Land, que iniciou a febre há sete anos, hoje tem 6 milhões de membros e oferece aos visitantes 1 milhão de títulos”.
Dentro do território da literatura, a academia em geral recebe as tendências com uma “pedreira na mão”, então saiu o seguinte:
Autores tradicionais questionam qualidade dos romances
Como têm muitos diálogos e parágrafos brevíssimos para se acomodar ao tamanho da tela do celular, as histórias curtas não são vistas com bons olhos por autores tradicionais, que reclamam de falta de ambientação dos enredos, da precária descrição das cenas ou do fraco desenvolvimento de personagens. Além disso, elas chegam à telinha sem passar pelo escrutínio de editores. Mas isso pode mudar aos poucos, com a criação de concurso para premiar os autores do novo gênero. O “Prêmio para Romances de Celular do Japão” foi lançado no ano passado pelo jornal Mainichi, um dos maiores do país, em colaboração com a Starts, uma editora de pequeno porte de Tóquio. O Objetivo é a descoberta de novos talentos e estimular uma melhoria na qualidade das obras. Na edição de 2007, cerca de 2 mil títulos concorreram ao prêmio, no valor de 2 milhões de ienes (quase R$32 mil reais). Antes da reunião dos jurados para decisão do vencedor, a comissão recebe votos que os próprios leitores enviam, claro, pelo celular.

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