30 de janeiro de 2009

Seis Contos da Era do Jazz e outras histórias

De F. Scott Fitzgerald eu tinha lido The Great Gatsby, livro que adoro! Eu conhecia os Seis Contos da Era do Jazz, mas nunca tinha lido. Foi daí que saiu o conto que deu origem ao filme O Curioso Caso de Benjamin Button - filme maravilhoso que comentei no blog Olhar Nômade. O livro de contos entrou para a minha lista, não estava programado, mas impossível assisitir o filme e não ler o conto. Aconselho a todos: assistam o filme e leiam o livro. A editora José Olympio fez uma nova edição para os contos e uma isoladamente de O Curioso Caso de Benjamin Button.
Segue abaixo o briefing da editora :
“O curioso caso de Benjamin Button”, o famoso conto de F. Scott Fitzgerald (1896-1940), que inspirou o filme homônimo dirigido por David Fincher e estrelado por Brad Pitt e Cate Blachett, é uma das envolventes narrativas deste Seis contos da Era do Jazz e outras histórias, que volta às livrarias em nova edição. Trata-se da fantástica história de um homem que nasce velho e vai rejuvenescendo ao longo da vida. Seu desenvolvimento se dá de maneira contrária ao normal: tendo nascido com aparência de um septuagenário, “ao completar dezoito anos, Benjamin era ereto como um homem de cinqüenta; tinha mais cabelos (...), o passo era firme, e a voz perdera o tom tremido e rachado (...)”. Na tentativa de adaptação às roupas e brinquedos, na escola e universidade, no seu amor pela bela garota que vira nele um homem maduro e cujas idades vão-se aproximando até se inverterem, acompanhamos a estranha vida deste homem especial, personagem maestralmente criado por Fitzgerald e que agora se torna ainda mais conhecido do grande público a partir do cinema. Seis contos da Era do Jazz e outras histórias, escrito em 1922, reúne os mais emblemáticos contos do consagrado escritor norte-americano, na tradução de Brenno Silveira, que assina, ainda, o estudo introdutório. “Era do Jazz”, o nome dado por F. Scott Fitzgerald ao momento de frenesi vivido nos EUA, principalmente, e também na Europa pós-Primeira Guerra, significava muito mais que música. Toda uma geração aturdida pelas lembranças e dificuldades dos anos anteriores parecia querer aproveitar cada momento como se fosse o último – e mal sabiam que toda a euforia da década acabaria com a crise de 1929. Nos anos de 1920, a rigidez dos costumes se flexibilizava, as mulheres chegavam ao mercado de trabalho e tornavam-se mais independentes, anunciava-se uma época de modernidade, velocidade, com seus automóveis e, ao som de jazz, intelectuais produziam em meio a intermináveis festas, com uma criatividade que transformaria o panorama mundial das artes. Seja na fantasiosa história de Benjamin Button, seja nos outros contos, verossímeis, o autor expõe não apenas essa intensidade que marcou sua época, sua vida e sua literatura: narra as vidas de seus personagens – homens bem-sucedidos, boas-vidas, maridos e mulheres insatisfeitos, os então recentes estudos de psicanálise – com cuidado de historiador e talento de ficcionista, consagrado por seus romances O grande Gatsby e Suave é a noite. A vida e a obra do autor misturam-se, não raro encontraremos traços do próprio Fitzgerald, da esposa Zelda e dos amigos nas histórias. É que, como disse o próprio: “Todos os meus personagens são Scott Fitzgerald, até as mulheres são Scott Fitzgerald.”

2 comentários:

Silvestre Gavinha disse...

Fui ver o filme e adorei. Saí do cinema embevecida. Deliciada.
Sabia do que tratava a história, mas não sabia que era baseada num conto do Fitzgeralde. Quando cheguei o filme já tinha começado (coisa que odeio quando acontece, mas muitas vezes acontece por conta dos meus horários de vida malucos), e não vi os créditos iniciais. Já estava na cena da Kate no hospital contando a história do relógio que andava de trás para frente. Ou no sentido anti horário. Toda uma idéia genial, maravilhosa.
Adoro Fitzgerald e Grande Gatsby e Suave é a noite, estão entre meus livros secretamente prediletos. E simplesmente não conhecia esse volume de contos. Deliciosa surpresa. Esse post está genial e me faz ter o impulso de sair correndo e comprar o livro.
Marie

Nelida Capela disse...

Fiquei surpresa em saber que Fitzgerald era o autor da história.É bom ter essas surpresas...