7 de janeiro de 2009

Sobre o Futuro dos Livros - Alguém tem uma Bola de Cristal ? ou Esqueceram do Leitor...

Eliza Maciel, do blog Esquina do Desacato, enviou-me os dois artigos que saíram de uma tacada só no caderno Digital, do O Globo desta semana. Postei os dois textos para dar oportunidade de leitura para todos que frequentam o Lector in Fabula. Talvez alguns leitores, como eu, não leiam jornal ou assistam televisão - e querem saber de uma coisa, não faz falta, pois a informação está nas ruas, nos blogs, nos e-mails que recebemos, ultrapassando-nos como obstáculos frágeis no meio de uma pista de corrida.
Nos posts abaixo, publicados pelo Lector in Fabula em 2008, abrimos um diálogo sobre livros, leitura, leitores, acervos digitais, acervos impressos. Acho que valeria a pena lê-los para enriquecer a reflexão sobre o tema dos dois artigos que O Globo publicou.
Não vou criticar os artigos, minha opinião está expressa nos posts que publiquei anteriormente. Mas convenhamos, a realidade do livro e seu mercado nos USA é uma coisa bem diferente do mercado editorial brasileiro, ainda mais hoje, com os USA numa crise sem precedentes. Acho incrível como um jornal de grande circulação utiliza seu espaço para manipular os sentimentos dos leitores e público acerca de um futuro, pelo visto, negro. Eu já ouvi um diretor do Departamento Nacional do Livro da Biblioteca Nacional dizer isso - que o livro iria acabar. Mas, o maior acervo coletivo de livros da face da Terra, a Biblioteca do Congresso Americano, possui os volumes tanto na forma digital como na forma impressa. O que significa isso? Que querem preservar volumes? O que vocês acham? Nós, leitores, não fomos consultados sobre a nossa preferência. Acredito que há livros para todos os gostos: livros impressos, eletrônicos e de que mais forma vier.
Ultimamente, tenho usado muito uma expressão de uma música de baile funk (corrijam-me se eu estiver errada, pois não sou frequentadora de bailes - nada contra) : "ado, ado, ado, cada um no seu quadrado". Esse pessoal muito técnico, que não analisa nem apresenta números de mercado, deveria abrir diálogos e não fazer previsões levianas. Deveriam cuidar das suas tecnologias, por exemplo. Essa turma deveria consultar leitores para conhecê-los. Aí, saberiam que pessoas ainda compram livros, outras ouvem livros, outras baixam livros. Saberiam que há mercado para todas as formas de livros, enquanto houver leitores. Pois, minha gente, que o formato do livro está mudando, é ponto pacífico, mas essa discussão não valerá de nada se não houver quem interaja com o texto: o Lector in Fabula.

4 comentários:

Keila Vieira disse...

Estou lendo um livro pelo computador, mas unicamente porque o consegui gratuitamente e é para estudar. Mas claro, eu preferia mil vez ter condições de ter comprado..porque odeio ter que me prender a tela do computador para lê-lo, o que não é nada ergonomico. Bom, existem sim pesquisas no mundo das estatísticas sobre perfil das pessoas. Eu tenho tanta raiva quando aparecem uns com previsões mirabolantes e anuciam isso como se fosse certo. E há exemplos vergonhosos!!!

Mas, também aproveito para propor a idéia da gente montar um blog sobre o que andamos lendo dentro do plano de 50 livros em um ano. Sendo um espaço para no interagirmos e também de divulgação. O que você acha?

Nelida Capela disse...

Acho que podemos propor para todos, pois o interessante é a idéia do grupo, do coletivo. Acho que todos irão gostar. Vou fazer o Post hoje à noite e todos poderão opinar. Gosto de fazer isso, pois acredito que sozinhos não chegamos a lugar algum.Agora, pergunta prática: um grupo gestor precisa administrar, para não correr o risco do blog ficar no limbo. O que achas?

Euzinha, mudando a Vida! disse...

Olá Nélida,
Vi o post sobre o seu blog no site do bairro das Laranjeiras, e resolvi conhecer.
Ao ver este post fiquei pensando sobre um livro que acabei de ler – “Ler, viver e amar em Los Angeles”, de Jennifer Kaufman & Karen Mack. Ok, ok, não é nenhum clássico, muito pelo contrário, é mais um desses livros que as editoras colocam no mercado para ganhar dinheiro (acho que isso é um assunto para outro post, que tal?). Mesmo com tudo isso, às vezes compro esses livros, pelo simples prazer de ler e ter mais um livro.
Confesso, sou o tipo de leitora que compra livros pela capa; elas me seduzem, tal como o toque e o cheiro do papel. Títulos? Eles também me seduzem.
Confesso mais uma coisa, se os livros acabarem, e eu ainda viver, acho que terei que conseguir livros por alguma rede de contrabando. Não tenho tantos livros como gostaria, mas sou apaixonada por eles. Todo mês tenho que comprar ao menos um livro. Não saberei viver sem eles.
Já baixei livros pela internet para ler, mas não adianta. Já tirei cópias, mas tb não adianta. O livro exerce um poder, uma paixão. Ele é o grande companheiro de todas as horas. Sempre que me encontrar, estarei com um livro na mão ou na bolsa. Não consigo ler tantos, o corre-corre do dia é grande, mas ele é o meu maior companheiro. Acompanhada de um livro me sinto em segurança, é incrível!
Quero acreditar que não sou a única assim, logo, tenho dificuldade em acreditar que o livro vai acabar. Assim espero!

Ah, sabe o que tenho feito pelo bairro? Outro dia vi na internet uma comunidade que propunha esquecer livros na rua. O objetivo é que quem encontrar o livro, leia e torne a esquecer em algum lugar. Já perdi 3 livros, em breve vou perder mais um. Achei interessante, pq dessa forma fazemos a cultura circular pela mãos das pessoas. Veja o site e me diga o que vc acha: http://www.livr.us/
Beijos e prazer.

Nelida Capela disse...

Nossa, vamos divulgar!