2 de abril de 2009

Zandali, do Clube da Luluzinha, indica seu 7º livro de 2009

A história do sétimo livro foi assim: gostei do título, gostei da capa e... ganhei o livro de presente da minha mãe! Sai de uma metáfora sobre livros, para entrar numa metáfora da vida... de uma vida que se agarrava com todas as forças a leitura: Entre 1939 e 1943, Liesel Meminger encontrou a morte três vezes. E saiu suficientemente viva das três ocasiões para que a própria, de tão impressionada, decidisse nos contar sua história, em 'A menina que roubava livros'. Desde o início da vida de Liesel na rua Himmel, numa área pobre de Molching, cidade próxima a Munique, ela precisou achar formas de se convencer do sentido de sua existência. Horas depois de ver seu irmão morrer no colo da mãe, a menina foi largada para sempre aos cuidados de Hans e Rosa Hubermann, um pintor desempregado e uma dona-de-casa rabugenta. Ao entrar na nova casa, trazia escondido na mala um livro, 'O manual do coveiro'. Num momento de distração, o rapaz que enterrara seu irmão o deixara cair na neve. Foi o primeiro dos vários livros que Liesel roubaria ao longo dos quatro anos seguintes. E foram esses livros que nortearam a vida de Liesel naquele tempo, quando a Alemanha era transformada diariamente pela guerra, dando trabalho dobrado à Morte. O gosto de roubá-los deu à menina uma alcunha e uma ocupação; a sede de conhecimento deu-lhe um propósito. E as palavras que Liesel encontrou em suas páginas e destacou delas seriam mais tarde aplicadas ao contexto da sua própria vida, sempre com a assistência de Hans, acordeonista amador e amável, e Max Vanderburg, o judeu do porão, o amigo quase invisível de quem ela prometera jamais falar. Há outros personagens fundamentais na história de Liesel, como Rudy Steiner, seu melhor amigo e o namorado que ela nunca teve, ou a mulher do prefeito, sua melhor amiga que ela demorou a perceber como tal.

(fonte: http://www.intrinseca.com.br/)

Há também um dado interessante sobre A Menina que Roubava Livros: a narradora da história (Morte) nos brinda com belíssimas passagens, e nada no livro é surpresa! Você sempre sabe qual será o fim dos acontecimentos... mas ainda sim, espera por eles!

“Agora os malabarismos chegam ao fim, mas não a luta. Tenho Liesel Meminger numa das mãos e Max Vandenburg na outra. Daqui a pouco, baterei palmas com eles. È só me dar algumas páginas.” (p.119)

Se o matassem nessa noite, pelo menos teria morrido vivo.” (p.119)

Em outros momentos... o momento do encontro com a morte é um bobardear de sensações:“O lutador:“Muitos seres humanos.Muitas cores.São disparadores dentro de mim. Torturam minha memória. Vejo-os em suas pilhas altas, todos trepados uns por cima dos outros. O ar parece feito de plástico, um horizonte como cola poente. Existem céus fabricados pelas pessoas, perfurados e vazantes, e há nuvens macias, cor de carvão, que pulsam como corações negros.E depois.Vem a morte.Abrindo caminho por aquilo tudo.Na superfície, imperturbável, resoluta.Por baixo, abatida, desatada, desfeita.” (p.222)

A Menina que Roubava Livros, Markus Zusak. Editora: Intrínseca/SP - 2007

Texto de Zandali na íntegra

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