11 de julho de 2009

A divulgação do livro no Brasil hoje (1)

Como costumo dizer, o mercado editorial brasileiro está amadurecendo, a olhos vistos. Antigamente, eram pouquíssimos os livros lançados, tanto é que esperávamos com ansiedade certas épocas do ano escolhidas pelos poucos editores. Quantas editoras tinham um designer só para capas de livros? Quantas editoras podiam contar com um elenco de bons autores? Como era a distribuição de livros - você encontrava livros com facilidade em qualquer livraria? Essas e outras perguntas demosntram que o mercado hoje mudou. A cada semana que entro numa livraria, vejo desde a vitrine até as mesas de destaque um mosaico de diferentes títulos - todos muito bons. Hoje se edita muito e livros com muita qualidade de texto, de edição. É claro, encontramos alguns que nao merecem nota, mas vamos ser realistas, o livro que eu gosto pode ser um que você não gosta. Que tal respeitarmos os gostos alheios? Há livros para todos os gostos, significa que o leitor é levado em consideração.
Mas este post é para falar do trabalho que o grupo editorial Ediouro tem feito: foram os primeiros a ter Twitter, a fazer hotsites, a entrar em contato com os bloggers, a fazer material de divulgação para os livreiros. Foram pioneiros em renovar o mercado com novidades de marketing. Isso é muito bom, afinal, livro também é um produto e como tal merece respeito. Quando estou em livrarias, vejo que os leitores ainda imaginam que a livraria é uma biblioteca. People, lamento dizer, livraria não é biblioteca. A livraria é viva, composta por pessoas que gostam de livros. Na livraria vendem-se livros. Para não perder o fio, voltemos à Ediouro. O grupo editorial que conta hoje com editoras como Ediouro, Nova Fronteira, Pixel, Thomas Nelson, Desiderata, PlugMe (áudiolivros), Agir, Guiness, entre outras, contratou a Agência Frog para trabalhar os títulos e fazer seu marketing digital. Hello, editoras, não dá mais para ignorar as mídias sociais, viu?! A Frog desenvolve e faz a gestão do conteúdo de forma discreta e responsável, sem esquecer que estamos num mundo de tags e resultados. A todo momento somos medidos. Vejam abaixo alguns números:

Então, vocês concordam que o mundo editorial está mudando em muitos aspectos e o leitor é o mais beneficiado com isso?

3 comentários:

Natasha disse...

Nelida, querida,

Sempre querida. Obrigada por falar da Frog. Nada aconteceria se não fosse por pessoas como você, que amam os livros.

Muitos beijos.

marieloupe disse...

Oi, Nelida! Tempo, né não? Corrida, amiga. Muita corrida.

Estou lendo Pascal Mercier. Vale cada gota de tinta de impressão. Trem Noturno para Lisboa. Não passei de dois capítulos, mas já me fez escrever nas costas do livro. Já parei no final de várias frases para pensar, devanear, sonhar, e imaginar. Além de, é claro, morrer de inveja. Não como escritora, mas como gente de coragem como o personagem. Mais humano, impossível.

Dói. Dói demais, saber que poderia ser comigo, mas que jamais farei. Ou faria. Pensar, já pensei, mas tentar, nunca.

É denso? Sim, mas doce, real. Escorre pelos olhos para dentro da alma, e remexe nos sentimentos-coisas esquecidos. Vale tentar. Pelo menos ler...

Nelida Capela disse...

Agradeço as visitas de Natasha e Marie...são o incentivo para o nosso trabalho. Obrigada!