7 de outubro de 2009

A Costureira e o Cangaceiro

Outro dia estava na livraria e senti-me atraída pelo título deste livro. A autora é completamente desconhecida para mim. Abri as primeiras páginas para saber do que se tratava o romance. Impressionante como a narrativa de Frances envolve - eu estava resolvida a ler somente uma orelha, quando vi, já tinha lido 5 páginas. Pousei o livro de volta na mesa. No dia seguinte, a mesma coisa...mais 5 páginas. Não houve remédio, a não ser trazer o livro comigo. Eu, Frances, as costureiras, os cangaceiros e o Brasil, todos numa aventura mágica. Não é à toa que este romance já é ganhador de 2 prêmios estrangeiros. Há muito tempo não encontro este tipo de literatura, os últimos foram Memorial de Maria Moura, da minha querida e saudosa Rachel de Queiroz; e A Doce Canção de Caetana, da minha xará Nélida Piñon. Falta aos escritores brasileiros fôlego para escrever romances, desses que a gente vira a página doida para saber o que virá em seguida. Parabéns à Editora Nova Fronteira que traduziu o livro e parabéns à Izabel Aleixo por ter apresentado Frances de Pontes Peebles para o público brasileiro. A tradução ficou por conta de Maria Helena Rouanet - bárbara! Infelizmente, ainda não saiu resenha alguma nos suplementos literários. Os críticos não sabem o que estão perdendo. Pelo menos os leitores do Lector in Fabula irão conhecer! Gente, não deixe para depois, aproveitem o feriado e se encantem com este livro! Eu já estou completamente encantada.

3 comentários:

Frances disse...

Obrigada Nelida!

Nelida Capela disse...

Obrigada você, Frances, por nos presentear com tão belo texto! A Costureira e o Cangaceiro é um livro encantador!

Angela disse...

Estou lendo o livro... os avós do meu marido vieram do Ceará..eu moro em Campo Grande - MS. É muito legal reconhecer a cultura que vejo na família...presente no livro..é mais fácil entender os costumes e gostos de todos ali. Desde a tapioca, ao gosto pelo suco de caju...entre outras praticas cotidianas presentes. Além de tudo, o seu Francisco..de 86 anos tem guardado um punhal que disse ter pertencido a Lampeão, ele mostra as vezes aos netos..cheio de orgulho!
Além disso, tenho uma cunhada, que mora em Cascavel no Paraná, seus parentes foram parentes de Maria Bonita...então minhas sobrinhas... também tem uma linhagem no cangaço. Que coisa não! As vezes uma realidade que parece estar tão longe... está tão perto.
Parabénsa Frances pelo belo trabalho. Estou viajando ainda na leitura..mas a cada dia fica mais interessante.
grande abraço