25 de novembro de 2009

Talhos e Retalhos indica a leitura de Sidarta

(Texto de Keyla Vieira na íntegra)
Sidarta de Hermann Hesse é um dos primeiros livros a tratar da cultura oriental. Antes mesmo da coisa entrar na moda. É um relato de suas impressões durante uma viagem à Índia durante 1922 e foi Siddhartha Gautama, uma figura extremamente popular indiana. Um personagem livre que foi atras dos ensinamentos do mundo e, então, ser conhecido mundialmente como Buda, ao manter-se fiel a sua verve e, ao mesmo tempo, conhecer aspectos de seu arredor, como a paixão. Logo, pelo autor ser alemão, há também uma comparação com o depressivo mundo ocidental com o seu individualismo egoísta e propostas iluministas. Sempre fiel também às características do romance em uma era folhetinesca. Estou lendo Hermann Hesse por causa de meu pai, que tanto me falou sobre o escritor. Não porque ele é ganhador do Nobel - embora seja só uma brincadeira mesmo, sempre vale a pena experimentar os contemplados. Apesar de que é necessário rever a credibilidade do prêmio, já que Obama ganhou o da paz. Mas, meu pai disse que lia um atrás do outro quando era mais novo. E eu ainda não o conhecia. Enquanto morava na Irlanda o procurei várias vezes, mas não achava nenhuma edição na coleção Penguin - grupo que infelizmente apenas atende ao UK e suas ex-colônias. Mas, o que me surpreendeu no Brasil é que a Saraiva busca o público "cult" brasileiro. Lança coleções de clássicos do cinema em DVD e também promove a indicação de obras da literatura que devem ser lidas. Então, ao lado do Sidarta entramos também o "A Peste" do Albert Camus.

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