31 de março de 2009

Para quem gosta de livrarias

Quem gosta de livros e de frequentar livrarias – as físicas, não as virtuais – vai se empolgar com este Pequeno guia histórico das livrarias brasileiras (Ateliê Editorial, 264 pp., R$ 46), de Ubiratan Machado. Um passeio de três séculos e meio pela história das livrarias brasileiras, com direito a visita guiada a 100 das maiores lojas de livros do País, em todos os tempos e regiões. Nem é preciso preparar as pernas. As pernas do espírito vão gostar de saltar através de épocas e estados, do Colégio dos Jesuítas, no Rio de Janeiro, primeiro ponto de vendas de livros do País, às livrarias moderninhas, com café, computador, vitrines chamativas, tardes e noites de autógrafos. Entre estes extremos, se desenrola uma história vitoriosa, por vezes áspera, de superação de obstáculos e até de enfrentamento político, de choque com a censura, de violência sofrida por livreiros como Evaristo da Veiga, Ênio Silveira e Raimundo Jinkings.
Fonte: PublishNews

José Mindlin : o homem dos livros

Um livro pode isolar o leitor do mundo que o cerca. Mas, o mesmo livro pode ser também uma janela para outros mundos. Esse paradoxo é um dos encantos da leitura, ensina José Mindlin, em No mundo dos livros (Agir, 104 pp., R$ 29,90). A publicação é voltada para o público adolescente, com o objetivo confesso de inocular nos jovens o “vírus incurável” do amor ao livro e à leitura. O autor revela que faz a inoculação sem preocupação e sem remorso - já que se trata de um “vírus” altamente benigno – e aconselha o leitor a espalhar o amor à leitura por onde for. É o que José Mindlin tem feito ao longo da vida. No mundo dos livros é mais um esforço nesse sentido. Em linguagem simples, coloquial, o autor estabelece com o leitor uma “conversa” variada sobre um mesmo tema. O “papo”, porém, nunca é monótono.
Fonte: PublishNews

Type Writer (1)

Hoje, já não utilizamos mais máquinas de escrever.
Mas houve um dia em que essa preciosidade foi cobiçada por muitos.
(Imagem enviada por Paula Silva - blog Palavras Partilhadas)

30 de março de 2009

Cristina De Luca e a Twitterização de um Romance

Leiam a entrevista que Cristina De Luca, do blog Circuito e associada ao TMS - Tecnologia e Mobilização Social, fez com Cláudio Soares sobre a twitterização de um romance.

Zandali indica: A Cor no Processo Criativo - um estudo sobre a Bauhaus e a teoria de Goethe

Este livro é um tanto técnico, mas muito interessante para quem trabalha com artes, comunicação visual ou tem curiosidade para as artes modernas e aplicação das cores... enfim, indispensável para quem gosta de imagem!! A autora inova ao mostrar, a partir do legado deixado pela Bauhaus, uma das mais representativas escolas de arte do mundo, como a cor pode ser inserida no processo criativo e quais suas implicâncias na transmissão de sentimentos, sensações e mensagens. Para mim, foi um desvelar de sentimentos e imagens... quando Kandinsky clareou-se para meus olhos... e fica a citação de Paul Klee: “Deixemos a arte ressoar como um conto de fadas e ser um lar em qualquer parte. Deixemos que ela trabalhe com o bom e o mau, assim como o fazem as forças eternas. E, para os homens, que ela seja como um feriado, uma mudança de atmosfera e de ponto de vista, transporte-os para um espetáculo lúdico, para que eles possam retornar à vida de todos os dias com renovada vitalidade.” (p.115) Outra curiosidade, como sou da área do teatro, nunca tinah enxergado Goethe como um pesquisador da cor. E como ele as definiu bem!! “As cores são ações de paixão e luz”. (p. 278, citando Goethe)

“Qualquer relação nova que vem à luz, qualquer nova técnica, mesmo inadequada, e até o erro são úteis, estimulantes e indispensáveis para o futuro.” (p.291, citando Goethe)

Quem tiver interesse: A Cor no Processo Criativo: um estudo sobre a Bauhaus e a teoria de Goethe. Lilian Ried Miller Barros - Editora: Senac/SP - Português - 2007 - Ref.: 10385 - R$ 82,00
(texto de Zandali, do blog Clube da Luluzinha, na íntegra)

Circo Paloma 1: Alakazan! Por Marcelo Valle

Dizem que a magia do circo morreu. É mentira. Quem morreu foi o mágico, atropelado por um jegue que fugia do dono, que queria trocá-lo por uma moto velha. Jegue odeia moto! O mágico também fugia. Corria feito louco sem conseguir “desaparecer”, atrás dele , três jagunços mandando bala. Quem desaparecera foi o dinheiro dos jagunços, o mágico era bom. O dinheiro apareceu no dia seguinte na mão das putas. Depois de morto, um anão deu a idéia de embalsamá-lo, mas ninguém sabia fazer isso. Resolveram salgá-lo e deixá-lo ao calor do sertão, feito carne de sol. Foi defumado , enrolado em uns trapos velhos e exibido como uma legítima múmia do “Vale dos Reis”. Os mesmos jagunços pagaram pra ver a nova atração do circo Paloma. Alakazan era o nome do Jegue, o mágico era Juvenal. O Jegue seguiu seu caminho, foi parar em Alagoas. Arrumou dono novo e uma namorada. Apaixonou-se por uma moto. Parece mágica! O trabalho dele era puxar carroça com galões de água para abastecer um assentamento do MST. No assentamento viviam 23 famílias, entre elas, a de João Magro, vaqueiro velho e aboiador. Numa estrada de pó João conduz uma junta de bois, arrastando lembranças e palavras : -A alegria do carreiro é ouvir o carro cantar…
Gosto muito dos textos de Marcelo Valle, que ainda não lançou seu livro. Trago para o Lector in Fabula um de seus contos curtos.
(texto publicado no blog O Caroço, reproduzido em Lector in Fabula com autorização do autor - foto de Marcelo Valle)

29 de março de 2009

Hábitos de Leitura, Hábitos de Leitor (2)

Aonde quer que eu vá, carrego um livro.

Mais Clarice Lispector em Portugal

Escritora Clarice Lispector é tema de monólogo em Lisboa
“Que Mistérios tem Clarice” é o nome da peça sobre a vida e obra de uma das mais prestigiadas escritoras brasileiras do século 20 que o grupo português Chapitô estreia em Lisboa.No palco, a atriz brasileira Rita Elmôr dá corpo a Clarice Lispector, num monólogo a partir de fragmentos de contos, entrevistas, cartas, reflexões e crônicas da autora de “Uma Maçã no Escuro”, em que esta fala sobre si mesma, sobre a sua relação com a família e com o ato de escrever.Numa encenação de Luiz Arthur Nunes centrada no texto e que privilegiou a palavra e o humor, a peça revela as vivências mais cotidianas da escritora de origem ucraniana, que se distinguiu pela capacidade de abordar o universo feminino a partir das suas próprias experiências, relatadas nos textos escritos entre 1968 e 1973.Estreada em 1998 no Rio de Janeiro, “Que Mistérios tem Clarice” foi muito elogiada pela crítica e foi um êxito de público, que marcou a estreia profissional de Rita Elmôr, valendo-lhe uma nomeação para o prêmio Shell de melhor atriz.Além disso, vai acontecer um seminário sobre a escritora que contará com a participação de Nadia Battella Gotlib, professora da Universidade de São Paulo e autora de uma fotobiografia de Clarice da qual foram retiradas as imagens que compõem a exposição “Clandestina Felicidade”, que fica até 15 de maio em Lisboa.Participam também do evento o escritor Francisco José Viegas e os professores Clara Rowland, da Universidade de Lisboa, e Carlos Mendes de Sousa (Universidade do Minho), especialista em literatura brasileira e autor do livro “Clarice Lispector: Figuras da Escrita”.

Mais uma novidade da Livraria Timbre

Não sei como chamá-lo, mas acredito que algo como Menu Literário possa cair-lhe bem. Nunca vi uma livraria exibir tal coisa. Acho que é mais uma inovação que a Livraria Timbre lança. O que vocês acham? Um luxo, não?! Para inaugurar: Leite Derramado, de Chico Buarque. Parabéns Kiki e Lia Siqueira! Acho que a moda vai pegar.

28 de março de 2009

O Próximo sucesso literário: A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata

Está previsto para 4 de abril o lançamento do livro A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata, sucesso literário de 2008, que ocupou por mais de 25 semanas a lista dos mais vendidos da Inglaterra e dos EUA. O livro é um romance epistolar, passado nas ilhas Guernsey, Canal da Mancha, após a Segunda Guerra Mundial. Foi escrito pela bibliotecária e livreira Mary Ann Shaffer e sua sobrinha Annie Barrows. Será que podemos esperar algo do tipo 84Charing Cross Road? Será que vocês lembram desse belo romance epistolar, de Helene Hanff, posteriormente adaptado para o cinema e estrelado por Anne Bancroft e Anthony Hopkins ? Em tempo, a Rocco é editora que vai lançar o título.

HQ é coisa séria…por Marcelo Valle

Neil Gaiman que me desculpe, mas tirei da gaveta um velho papel amassado e carcomido com um pequeno texto que escrevi há uns dez anos. Trata-se de uma adaptação livre, uma releitura, mal feita (e mal cheirosa) de uma parte de “Prelúdios e Noturnos”, do primeiro Arco da série Sandman, publicado no Brasil em meados da década de 90. Sonho e Esperança são irmãos. Numa tentativa de desorientar a Humanidade, a Esperança foi raptada e separada do Sonho. Viver sem esperança é um pesadelo. Seguindo os rastros da Esperança (a esperança sempre deixa rastros), o Sonho chegou até as profundezas do Inferno. O Sonho tinha um nome, chamava-se Morpheu. O barulho era literalmente infernal, gritos de agonia e de dor tomavam todo ar. Ar?! Demônios, demônios, demônios de todas as hordas do inferno cercavam Morpheu, o mestre dos sonhos. Milhões deles em formação de batalha fitavam-lhe nos olhos. Olhares cheios de certeza. Um poderoso senhor do inferno levantou sua voz acima de todas as outras e, imediatamente, nada mais foi ouvido. Um silêncio também infernal. Esse mesmo demônio, cheio de ousadia, quebrou o silêncio e lançou uma pergunta a Morpheu: - Você não tem nenhum poder aqui, que poder tem os sonhos no inferno? Outra vez o silêncio… A reposta veio em forma de pergunta, com a suavidade de um sonho e a força de um pesadelo: - Vocês dizem que eu não tenho poder? Talvez tenham razão, mas dizer que os sonhos não têm nenhum poder aqui? - Digam-me, perguntem-se… - Que poder teria o inferno, se os prisioneiros daqui não pudessem sonhar com os céus? Em seguida, nenhuma palavra foi ouvida, no entanto, a resposta foi dada. Lentamente, milhares de demônios baixaram seus olhares e suas armas, aos poucos o caminho foi sendo aberto. Com passos firmes, o senhor dos sonhos prossegue sua jornada transitando livremente entre céus e infernos, afinal, sonhos e pesadelos são feitos da mesma matéria. A humanidade com esperança acompanha os passos do sonho…
(Texto originalmente publicado no blog O Caroço e reproduzido em Lector in Fabula com autrorização do autor.)

26 de março de 2009

Carolina Pinho indica...Pepetela

Antes de falar sobre o conteúdo do livro não posso deixar de falar da sua embalagem. Os livros da coleção Ponta de Lança me encantaram de cara com suas páginas pretas para dividir os capítulos, as cores na lombada, o elástico (só nos primeiros quatro títulos) e, principalmente, o tamanho. Os livros cabem bem na bolsa e, para quem como eu, carrega os livros para cima e para baixo é uma característica importante. “Predadores” acompanha a trajetória de Vladimiro Caposso, um corrupto empresário angolano. A vida de Caposso serve para que Pepetela possa mostrar a construção de Angola desde sua independência até os dias de hoje nos tempos de paz. O livro flui muito bem com o autor parando volta e meia para falar com o leitor, recurso que, quando bem usado, muito me agrada. A vida de Caposso não é cheia de tramas e reviravoltas. Ele é apenas um empresário que se fez com a corrupção nos tempos de guerra e vê o poder começar a escorrer-lhe pelas mãos nos tempos de paz. Mesmo não sendo inventivo é uma ótima leitura que só alimentou ainda mais a minha adoração pelos escritores africanos de língua portuguesa.
“Predadores” de Pepetela (Editora Língua Geral – 545 páginas)
(Texto de Carolina Pinho na íntegra)

24 de março de 2009

Hábitos de Leitura, Hábitos de Leitor

Vamos começar nossa brincadeira de leitor? Hábitos de leitura, coisa curiosa.
1) Eu gosto de ler a qualquer hora, de manhã, durante o café; à noite, antes de dormir; à tarde, numa pausa. Entre uma página e outra, uma chávena (xícara) de café ou um chá. Sob a luz de uma lâmpada ou sob luzes de velas.
2) Sentada, deitada, de pé (mas, cansa), na rede, ao pé da árvore, em cima de uma pedra, à beira do rio. Não há lugar ruim para se iniciar uma aventura como a leitura.
3) Não tenho pudores, tomo o lápis ou caneta e escrevo em livros. Sacrilégio? Imagina...depois quem vai me lembrar daquela ou outra passagem?
4) Empresto livros, caso não me devolvam, não maldigo. Melhor dar um livro do que negar a possibilidade da fantasia do mundo a alguém.
5) Gosto de vender livros que não irei reler e comprar novos. Mercantilismo? Sim, por uma boa causa.
6) Respeito muitos meus amigos leitores, isso eu aprendi trabalhando em livraria. Respeito os diferentes gostos, opiniões, enganos. Não há nada pior do que a arrogância de um amigo com o outro. Isso é de última (como diria Leila Victor). Leitor tem o direito de ler o que quiser...até menu de restaurante, bula de remédio, se for o caso. Eu adoro ler livro para infantes...
7) Adoro entrar em livrarias. Aonde quer que eu vá, entro em alpharrabios e livrarias. Minha preferida? Vocês sabem, aquela que tem uma vitrine vermelha, letras negras, uma equipe de primeira, que é pequenininha, mas onde você encontra tudo. Preciso dizer mais? Olha ali na barra à direita. Ela existe desde 1978. Adivinhou? Ela é única...só existe no Rio de Janeiro, no Shopping da Gávea.
8) Ler vários livros ao mesmo tempo: un vício !
9) Dar livros de presente: um prazer !
10) Olho com desconfiança para qualquer pessoa que diga que não gosta de ler ou não gosta de livros. Não deve ser bom da cabeça, meu amigo!
Convido todos os leitores a fazer a sua listinha. Confraria dos 50, apresente-se ! A minha tem 10 itens, se fosse escrever todos, ninguém mais visitaria este blog. Publiquem em seus blogs. Quem desejar, abro a página aqui para publicar. Vamos começar?
Ps: Desejo agradecer a criatividade de Leonardo Pastor, do blog Vísceras Literárias; Alessandro Martins, do blog Livros e Afins; de André Gazola, do blog Lendo.org and last, but not least, Lyani, do blog "Entre Aspas", sem a qual eu não teria descoberto esta brincadeira deliciosa.

23 de março de 2009

Livros, Bibliotecas e Cinema: BiblioFilmes Festival

Conheci recentemente um blog que promove concurso de curtas baseados em livros e bibliotecas. Com tantos livros adaptados para cinema, achei interessante a proposta. Façam uma visita ao blog BiblioFilmes. Quem sabe algum leitor não tem uma idéia na cabeça e uma câmera na mão - lembram disso? Então, gente, criatividade a postos. Quem sabe um curta feito no celular?

22 de março de 2009

Notícia do Projecto Clarice, de Patricia Lino (Portugal)

Recebi de Patricia Lino a notícia de que na próxima terça-feira, 24 de março, o Projeto Clarice irá apresentar-se no programa Toma o Café, do Porto Canal, conduzido por Olga Diegues e Rui Terra. Será um programa inteiramente dedicado a Clarice Lispector e à forma como a obra literária da escritora tem se difundido por Portugal.
Acessem o site do Projecto Clarice e conheceçam as campanhas de Patricia Lino para difusão da obra de Clarice Lispector em terras lusas.

18 de março de 2009

Mulher Elástica indica seu 10º livro de 2009

Então, finalmente eu terminei de ler Os Sete, de André Vianco. O décimo livro deste meu desafio de 50. Uma caravela portuguesa naufragada há cinco séculos é descoberta no litoral brasileiro. Dentro dela, sete cadáveres aprisionados em uma caixa de prata, acusados, na época, de bruxaria. Universitários irão estudar os cadáveres, que estão em perfeito estado de conservação... Será que estão mesmo mortos? Eu particularmente não gostei do livro porque é muito sombrio - questão de gosto mesmo, mais vai parecer loucura..., porém indico a leitura porque apesar de ser uma história sombria , o autor é muito bom no que faz e, absurdamente falando, é uma história de vampiro que sai do esquema atual de Crepúsculo e sequência , nada contra estes, muito pelo contrário amei e devorei os 3 numa sentada. Mas indico Os Sete por ser um autor brasileiro - temos que valorizar o produto nacional - com uma grande produção literária nessa área de suspense e que sai do romance “água com açúcar”, e que mesmo assim faz uma história envolvente cheia de detalhes. (Texto de Amabile Schunck na íntegra – blog Mulher Elástica)

Os Justos, de Jorge Luis Borges

Um homem que cultiva seu jardim, como queria Voltaire.
O que agradece que na terra exista música.
O que descobre com prazer uma etimologia.
Dois empregados que em um café do Sur jogam um silecioso xadrez.
O ceramista que premedita uma cor e uma forma.
O tipógrafo que compõe bem está página, que talvez não lhe agrade.
Uma mulher e um homem que lêem os tercetos finais de certo canto.
O que afaga um animal adormecido.
O que justifica ou quer justificar um mal que lhe fizeram.
O que agradece que na terra exista Stevenson.
O que prefere que os outros estejam certos.
Essas pessoas, que se desconhecem, estão salvando o mundo.

17 de março de 2009

Patricia Canarim na Rede Skoob

Patricia Canarim, do site SaborearBH, parceira do Lector in Fabula, é a primeira a compartilhar seu conhecimento comigo no Skoob. Fiz o cadastro ontem, sugestão da própria Patricia, e adorei. A interface funciona bem. Ontem ficou um pouco lenta, mas é que com a divulgação, o acesso foi grande. Vale a pena visitar e fazer o cadastro. Experimentem!

Cia. das Letras lança tradução da biografia de John Lennon

Entre as muitas revelações contidas nesta nova biografia de John Lennon, talvez a mais inocente seja a de que, ao contrário do que se acreditava até hoje, não foi a tia, Mimi, mas sua mãe, Julia, quem lhe deu a primeira guitarra. Bem menos inocente é a identificação correta da verdadeira musa de "Norwegian Wood", canção dos Beatles que relatava um evidente caso extraconjugal do líder da banda.Mas nem uma coisa nem outra dá a tônica à cuidadosa pesquisa realizada por Philip Norman ao longo de três anos. Longe de contentar-se com curiosidades ou mexericos, John Lennon: a vida é o relato biográfico mais completo já escrito sobre uma das personalidades mais fascinantes da segunda metade do século XX: John Winston Lennon, nascido em 9 de outubro de 1940 e tragicamente morto a tiros em 8 de dezembro de 1980, na entrada do edifício Dakota, em Nova York.Com acesso a documentos inéditos e testemunhos diretos de Yoko Ono, Sean Lennon e Paul McCartney, entre outros, Norman começa por descrever em detalhes infância e adolescência do ex-Beatle, e logo traz à tona episódios e personagens cruciais para o entendimento de uma figura tão unanimemente admirada quanto controvertida. O pai, Freddie Lennon, que o teria abandonado ainda pequeno, é uma delas, e seu lado da história ganha aqui, pela primeira vez, um relato pormenorizado. Não menos surpreendentes são os episódios jamais divulgados da vida do ex-Beatle, como a surra feroz e injustificada que, ainda em Hamburgo, Lennon teria dado em Stu Sutcliffe, mais tarde apontada como possível causa da morte prematura do amigo, em 1962.Stu e Julia, Lennon admitiria mais tarde, foram as grandes perdas de uma existência marcada em igual medida pela genialidade e pela insegurança. Na outra ponta, Yoko Ono dá testemunho sincero e único dos quase quinze anos de vida a dois, e um comovente depoimento de Sean Lennon encerra o livro. Se, como mostra Philip Norman, John carregou por toda a vida a mágoa de não ter podido conviver mais tempo com a mãe, Julia, Sean não teve melhor sorte: tinha cinco anos quando o pai foi assassinado - uma das trágicas coincidências de uma biografia tão rica quanto conturbada, apresentada aqui num texto cristalino, que alia rigor de pesquisa a qualidade literária.
(Texto do site da editora Companhia das Letras)

Isso é Coisa de Lilly indica o 8º livro de 2009

Dan Brown deu o pontapé inicial nos romances envolvendo relíquias religiosas e os Templários com o Código Da Vinci. A partir daí, o que apareceu de romances descobrindo segredos sobre a religião católica, só nestes dois últimos anos devo ter lido uns 5 ou 6. Neste romance, um incêndio em uma catedral de Turim coloca em risco o Santo Sudário. Entre os escombros é encontrado o cadáver de um homem, sem língua, nem digitais. Marco Valoni, investigador do Departamento de Arte, coloca sua equipe para estudar o caso. Em uma prisão de Turim, se encontra preso um jovem que também não tem língua, e Marco acredita que ele pode ser a chave para a solução do enigma. Paralelamente à estória da investigação, vai sendo contada a estória do sudário desde a primeira pessoa que teve a posse dele e da descoberta dos milagres que ele fazia. Este é o primeiro livro que leio da jornalista e escritora espanhola Julia Navarro. Achei excelente.
(Texto de Lilly na íntegra)

16 de março de 2009

Skoob (1)

Ok. Fiz o cadastro.
Vamos experimentar.

Lector in Fabula e a Rede de Leitores

Tudo começou assim...duas leitoras: a Keila Vieira e a Paula Silva. Uma em Portugal, outra na Irlanda. Uma Talhos e Retalhos e a outra Palavras Partilhadas. Ambas divulgaram Lector in Fabula na web. Começamos a nos visitar. Um ano depois, a Paula disse que estava desafiando a si própria a ler pelo menos 50 livros em 2009. Aí eu pensei, vou me desafiar também. Depois, passei e-mail para a Keila. No meio tempo, publiquei o post. Nesse período, conheci a Bel Vidal, que colocou o link para o Lector in Fabula no site dela, o Bairro das Laranjeiras. Depois, conheci a Vilma Goulart, do Informação de Primeira, que também divulgou o Lector. Chegou, ainda, a Patricia Canarim, que divulgou no SaborearBH. A rede foi crescendo. Eu mesma divulguei a idéia do Desafio dos 50 - Edição 2009 nos meus outros dois blogs, o Olhar Nômade e o TMS - Tecnologia e Mobilização Social. Mas não pensem que a divulgação parou por aí...várias amigas e amigos passaram a fazer uma divulgação boca-a-boca do Lector in Fabula. Agradeço coletivamente a todos e todas ! Estamos construindo uma grande rede de leitores. Quanto maior a participação, melhor, pois construímos uma história diversificada. Através do blog "Entre Aspas", da Lyani, encontrei Leonardo Pastor, que publicou um tipo de memê chamado Meus Hábitos de Leitor. Leonardo por sua vez, replicou a idéia a partir de Alessandro Martins, do blog Livros e Afins, e de André Gazola, do blog Lendo.org. Lector in Fabula lançará a replicação do memê nos próximos dias, aqui, para vocês todos. A idéia será escrever sobre os nossos hábitos de leitura: se anotamos ou não no livro, se lemos antes de dormir, se lemos em casa ou na rua, se lemos em silêncio ou em voz alta. Aquilo que quisermos contar sobre nossas manias de leitores. E cada um tem a sua. Então, todo mundo topa participar?

Vários Mundos - Burle Marx além das Paisagens, de Paula Browne

Chegou às livrarias, neste fim-de-semama, o livro Vários Mundos - Burle Marx além das Paisagens, de Paula Browne. Comecei a lê-lo e me apaixonei, de cara. O livro é infanto-juvenil, mas vocês sabem que eu não tenho o menor preconceito, pois há livros para infantes que parecem ser escritos para adultos (sempre digo isso!). Uma beleza. Recomendei para um jovem que estava em busca de um presente para a amiga de 12 anos. Ele folheou e gostou também.
Para saber mais sobre o livro e a autora, visite o site da Editora Rocco.

15 de março de 2009

Sobre a Leitura

A Leitura pode revolucionar a sociedade
Por que e para que ler? Esta foi a pergunta que serviu como fio condutor para a palestra Os livros mudam o Mundo!, apresentada pelo escritor Galeno Amorim a estudantes e professores dos cursos de Pedagogia e Letras das Faculdades COC, nesta segunda-feira, 9 de março, no anfiteatro da instituição, em Ribeirão Preto (SP). A palestra mostrou dados de um panorama do livro e da leitura no Brasil, onde há 77 milhões de não-leitores, conforme a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro, coordenada pelo próprio Galeno (publicada em livro do mesmo nome, em coedição entre o Instituto e a Imprensa Oficial de SP). Patrono da 9ª Feira Nacional do Livro de Ribeirão Preto e considerado um dos maiores especialistas do tema no País, Galeno, respondeu a diversas perguntas dos participantes, como o que caracteriza uma boa leitura. “Não há uma regra para isso. Mas deve haver respeito ao gosto de cada um. Pois, por meio dos livros, passamos por um processo de evolução, que nos impulsiona para vida a cada livro lido e, com o tempo, encontramos nosso próprio caminho para leitura”, afirmou. Daniela, do 5º período de Pedagogia, abordou aspectos do analfabetismo, que impede o acesso aos livros. Galeno afirmou que, além do papel de alfabetizar, o Estado dever ampliar sua missão de promover políticas que possibilitem ao recém-alfabetizado (crianças, jovens e adultos) seguir no caminho dos livros. “Se não houver estímulo, como projetos de incentivo à leitura e bibliotecas públicas, quem aprende a ler não vai ter meios, ao sair da escola, para se desenvolver como leitor e como cidadão.” Clube de Leitura – Durante o evento foi apresentado o Projeto Clube de Leitura, da Fundação Palavra Mágica, uma instituição sem fins lucrativos que está abrindo 100 núcleos desse somente em Ribeirão Preto. A ideia de se formar grupos de leitura teve a aprovação de professores e alunos, como Jéssica, estudante do 1º ano de Pedagogia. “Moro no conjunto Ribeirão Verde e quero ajudar como mediadora de leitura do clube que será criado no bairro”, disse. Para a presidente da Fundação, Luciana Paschoalim, aproximar as pessoas dos livros significa abrir portas para uma vida melhor, mais livre e autônoma. “Nossa missão é gratificante, pois temos oferecido o que muitas pessoas nunca imaginaram poder ter, como seu valor na sociedade e sua autoafirmação como cidadã”, ressaltou. Segundo o professor de Língua Portuguesa Luís Cláudio Dallier, das Faculdades COC, o evento superou a expectativa. “A palestra tocou os alunos com uma realidade que muitos não conheciam. O conteúdo e a importância do tema sensibilizaram os estudantes, que demonstraram isso pela participação e pelo grande número de perguntas ao palestrante.”
(Fonte: PublishNews)

Novidades da Livraria Timbre

Leitores, não deixem de passar na sua livraria, tem tanta coisa nova e interessante: Livia Garcia-Roza; Bernardo Carvalho; Cesare Pavese (poesia italiana, edição bilingue da Cosac&Naify);, romance policial sueco; livros infantis, inclusive um escrito pela sobrinha do Burle Marx, outro que é sobre cabelos e ainda mais um sobre uma criança e seu encontro com as ondas do mar - todos lindos; biografia completa do John Lennon. Muitas leituras. A minha livraria favorita vocês já conhecem. Visitem-na e se encantem com este espaço dedicado ao livro e às boas leituras.

12 de março de 2009

Lilly indica seu 7º livro de 2009

Quem tem medo do escuro?, de Sidney Sheldon, é um excelente livro de suspense. Quatro cientistas morrem em diferentes lugares sob diferentes circunstâncias. Em comum, há o fato de todos trabalharem para a KIG, uma empresa de pesquisas tecnológicas. Diane e Kelly, viúvas de cientistas, são convocadas para uma reunião com o presidente da KIG, que oferece apoio a elas e também a promessa de tentar descobrir o que aconteceu a seus maridos. Mas elas passam a sofrer atentados, enquanto tentam escapar das armadilhas preparadas pela pessoa que matou todos os outros. E, ao mesmo tempo, tentam descobrir algo sobre o projeto Prima, uma pesquisa envolvendo uma máquina capaz de controlar o clima. Pura tensão do início ao fim, daria um ótimo roteiro para um filme já que as duas heroínas são bem ao estilo de Sheldon: mulheres lindas e inteligentes. Na vida real, as duas estariam mortas antes do terceiro capítulo.
(texto de Lilly na íntegra)

11 de março de 2009

Lilly indica seu 6º livro de 2009

Assim de dupla, pois comecei na sexta a noite e fui direto até domingo. Sexta-feira, mr. husband tinha uma solenidade ou jantar ou um seiláoquê e não pôde ou não quis levar a marida dele, e eu fiquei em casa lendo o livro de Nick Hornby acompanhado de queijinho e keep cooler, que aliás não são acompanhamentos legais pra leitura, pois dão um soooono!
É o primeiro livro de Nick Hornby que eu leio, e se revela um bom livro, narrado pela personagem principal, katie carr, médica, casada, mãe de dois filhos, ela propria uma pessoa legal;eu sou legal, ela diz, eu sou médica…Katie acha que ser médica lhe dá um pouco de nobreza, afinal ela AJUDA as pessoas. Katie está a 20 anos com David, um cara que faz do seu mau humor o seu ganha pão: ele escreve uma coluna semanal chamada “o homem mais irritado de holloway” em um jornal onde espinafra sem dó aquelas pessoas com quem queremos ser bonzinhos ( idosos, sem tetos, enfim, tudo que pode ser alvo de comentário maldoso). Katie chega a uma fase em que não suporta o mau humor, o egoísmo e o cinismo de David e pede o divórcio. Ao mesmo tempo tem um caso relampago com um cara que conhece em um simposio. Confrontado ( com o divórcio, chifres…), David perde o rumo. Conhece um vidente movido a ecstasy que o cura de uma dor nas costas e lhe mostra o caminho perfeito para a paz. De uma hora para outra David abandona seu jeito irritado e começa a ser gentil e paciente; larga seu emprego de cronista já que ele não é mais irritado e sim gentil. Katie passa a sustentar a casa sozinha. A gentileza de David chega ao extremo de dar todo o dinheiro de katie a um mendigo ou a chamar moradores de rua para morar em sua casa. Em algumas passagens eu fiquei irritada me colocando na pele de Katie. O cara não trabalha nada e faz caridade com o dinheiro dela. Aos poucos Katie vai sentindo falta do David grosseirão e egoista. Este novo David não lhe dá nenhum tesão. Ela o compara com o Ken da barbie, bonzinho e inssosso mas sem o corpo torneado. O final não conto ok? se David conseguiu se tornar uma pessoa legal ou se voltou a ser o que era. É um livro que eu recomendo, e senti várias emoções enquanto lia, de irritação à rir sem parar imaginando as cenas.
(texto de Lilly na íntegra)

Mário Quintana (1)

Os livros não mudam o mundo.
Quem muda o mundo são as pessoas.
Os livros só mudam as pessoas
- Mário Quintana -
(Fonte blog Poetriz)

10 de março de 2009

Zandali, do Clube da Luluzinha, indica seu 5º livro de 2009

Chego ao meu 5º livro lido em 2009: A Biblioteca Mágica de Bibbi Bokken, uma divertida história de Jostein Gaarder e Klaus Hagerup. Sim, o mesmo Jostein Gaarder amigo da Sofia, aquela famosa aluna de filosofia por correspondência. Desta vez, os primos Nils e Berit Torgersen vivem em cidades diferentes da Noruega e, depois de passarem as férias juntos, inventam uma maneira muito divertida de continuar suas aventuras: um livro de correspondências... Livro de correspondência?? Na volta para a capital, Nils decide comprar um caderno de capa dura e chave para escrever um diário e se corresponder com Berit e, assim, os primos passam a contar segredos um para o outro nesse caderno, formando um “Livro de Cartas”. Tudo seria perfeito se não fosse o mistério que envolve uma certa Bibbi Bokken: uma mulher muito esquisita, que se oferece para pagar a conta de Nils na papelaria. Ela mora na mesma cidade de Berit e passa a interferir na vida dos primos. Quem seria Bibbi Bokken? Que plano mirabolante ela teria para Nils e Berit? E a biblioteca de livros ainda não escritos? O sebo em Roma? O estanho Sr. Smiley? Isto parece é um caso para a mais nova dupla de detetives da Noruega: Nils & Berit.
Em A Biblioteca Mágica de Bibbi Bokken, o protagonista é o livro e a sua história, seu processo de produção e catalogação nas bibliotecas. Um declaração e amor a este objeto mágico!
Nils: "Embora muita gente pense que são livros para criancinhas pequenas, eles são ainda mais legais quando crescemos. Eles nos fazem lembrar de coisas que já esquecemos. (...) Além disso, eles nos dão uma certa sensação de segurança no meio da confusão do mundo. E se tem uma coisa que estou precisando, é segurança. Senão vou acabar em frangalhos." (p. 97)
Berit: "Alguma vez vocês já pensaram que nós, os homens, somos os únicos seres vivos neste planeta – e talvez em todo o Universo – capazes de trocar pensamentos, sentimentos e experiências uns com os outoros?" (p. 141)
Nils: "Pela primeira vez na minha vida, entendi o que é um livro. Um livro é um mundo mágico cheio de pequenos símbolos que podem ressuscitar os mortos e dar vida eterna aos vivos. È incrível, fantástico e “mágico” que as vinte e seis letras do alfabeto possam ser combinadas de tantas maneiras, que elas possam encher com livros estantes gigantescas, levando-nos para um mundo que nunca tem fim e nunca cessará de crescer e se expandir, enquanto na Terra existirem humanos. "(p. 148)
(Texto de Zandali, do blog Clube da Luluzinha, na íntegra)
A Biblioteca Mágica de Bibbi Bokken
Jostein Gaarder e Klaus Hagerup
Cia. das Letras. 2003. 179 páginas.

9 de março de 2009

Uma Mulher de Coração Andarilho

Chegou às livrarias, neste último fim-de-semana, o novo livro de Nélida Piñon, uma Sherazade brasileira. Confesso que sempre tive uma dificuldade de ler os livros de minha xará. Mas hoje entendo que ainda não estava pronta para a literatura madura e fabulosa da autora. Da mesma forma como antes não conseguia finalizar Cem Anos de Solidão (Gabriel Garcia Marques), nem A Paixão Segundo G.H. (Clarice Lispector), entre tantos outros títulos. É o tempo dos leitores e o tempo dos livros.
Texto da Editora Record
Uma das grandes damas da literatura brasileira, membro da Academia Brasileira de Letras e primeira mulher a presidir a entidade, Nélida Piñon revela ao público suas memórias, temperadas com boas doses de imaginação. Da infância no bairro carioca de Vila Isabel à descoberta do mundo pelas viagens e sua formação como escritora reconhecida no Brasil e no exterior, Coração andarilho é também uma homenagem a seus pais e a sua origem galega. Um livro inédito e autobiográfico no qual narra sua odisséia pessoal de forma corajosa e lírica.

8 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher

O dia hoje é especial para nós, mulheres. Temos privilégios concedidos por lutas e sofrimentos de gerações passadas. Por isso, somos muito agradecidas. Em todo o mundo, somos plurais. Não vamos esquecer, ser mulher é SER todos os dias.

7 de março de 2009

Jorge Luis Borges

Entre uma leitura e outra, recreio me encantando com os poemas fabulosos de Jorge Luis Borges.
um leitor
Que outros se vangloriem das páginas que escreveram;
eu me orgulho das que li.
Não fui um filólogo,
não pesquisei as declinações, os modos, a laboriosa
mutação das letras,
o de que se endurece em te,
a equivalência do ge e do ka,
mas ao longo de meus anos professei
a paixão da linguagem.
Minhas noites estão repletas de Virgílio;
ter conhecido e esquecido o latim
é uma posse, porque o esquecimento
é uma das formas da memória, seu porão difuso,
a outra face secreta da moeda.
Quando em meus olhos se apagaram
as vãs aparências estimadas,
os rostos e a página,
dediquei-me ao estudo da linguagem de ferro
empregada por meus antepassados a cantar
espadas e solidões,
e agora, através de sete séculos,
desde a Última Tule,
tua voz me alcança, Snorri Sturluson.
O jovem, diante do livro, impõe-se uma disciplina precisa
e o faz em busca de um conhecimento preciso;
em minha idade, toda empresa é uma aventura
que limita com a noite.
Não acabarei de decifrar as antigas línguas do Norte,
não afundarei as mãos ansiosas no ouro de Sigurd;
a tarefa que empreendo é ilimitada
a há de acompanhar-me até o fim,
não menos misteriosa do que o universo
e do que eu, o aprendiz.

Começo a ler: O Tigre Branco

"Só três nações jamais se deixaram governar por estrangeiros: a China, o Afeganistão e a Abissínia. E são as três únicas nações que admiro. Em nome do respeito que tenho pelo amor à liberdade demonstrado pelos chineses, e também da crença de que o futuro do mundo está nas mãos dos homens de pele amarela e marrom, agora que nosso antigo amo, o homem branco, se perdeu completamente em meio à sodomia, ao uso dos telefones celulares e ao abuso de drogas, venho lhe oferecer, inteiramente de graça, a verdade sobre Bangalore. Vou lhe contar a história da minha vida." (p.11)