5 de abril de 2010

O Iluminado, por Carolina Pinho - Especialmente para o Lector in Fabula

Arrumo meus livros de duas formas, os já apreciados estão nas varias estantes agrupados por categorias que fazem sentido no nomes mas nem sempre no conteúdo por exemplo na estante de escritores portugueses estão a obra de Agualusa e Mia Couto e ¨Carmem¨' divide espaço com a “Historia social do jazz” e não com “O Anjo Pornográfico”. Já livros ainda não lidos ficam em pilhas que tem uma lógica própria que não respeita essa organização. Uma das pilhas é a de livros que foram adaptados para cinema ou a TV, foi dela que saíram títulos que estão entre os meus favoritos como “Fazenda Africana”, “Reparação” e “Agosto”. O quinto livro que li esse ano ( eu sei, eu sei, nesse ritmo não vou chegar nem perto dos 50 do desafio) também saiu dessa pilha e é um clássico do terror, “O iluminado” de Stephen King.

Esse é um caso de livro que é bem mais conhecido por sua adaptação para o cinema e toda uma mítica de terror na cultura pop do que pelo livro em si. A adaptação de Stanley Kubrick é um clássico do terror e tenho que confessar que mesmo que a descrição feita por King de Jack Torrence não se parece em nada com Jack Nicholson é impossível visualizar outro rosto que não seja o do ator. Como qualquer adaptação o filme come alguns elementos importantes para a história, mas a essência do que é contado está lá, um hotel assombrado por todo o mal que já aconteceu em suas dependências assombra uma família isolada pelo inverno, leva o pai a loucura porque quer ter ao seu lado o poder do iluminado Danny, um menino de apenas 5 anos.

O sucesso do filme e da própria obra de King fez com que se criasse ao redor desse livro uma lenda de que ele é aterrorizante. Qual fã de “Friends” não lembra de Joey colocando “O Iluminado” no congelador por que estava com medo do que estava lendo? O livro é tenso, bastante tenso, as alucinações de Jack, o hotel perseguindo Danny, deixa o leitor com um certo medo, mas não é nada que tenha feito com que eu tivesse vontade de seguir o exemplo de Joey.

A experiencia de ler esse clássico ainda foi melhor porque encontrei uma edição da Ponto de Leitura, pocket como deve ser, barato, pequeno e leve, mesmo se tratando de um livro de mais de 500 paginas. Eu que leio em qualquer oportunidade, como fila de banco, ponto de ônibus e metrô, e para isso carrego livro pra cima e a baixo na bolsa acho os livros brasileiros pesadíssimos.

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