29 de maio de 2010

Leitura de O Fantasma

Texto da Editora:
O narrador deste surpreendente livro de Robert Harris é um ghost-writer. Acostumado a trabalhar com astros de rock decadentes e celebridades de segunda classe, ele agarra a chance de escrever as memórias do ex-primeiro-ministro britânico, especialmente ao descobrir que isso significa se hospedar em uma casa luxuosa na ilha Martha’s Vineyard. Porém, ele não demora a notar que cometeu um erro terrível. Seu antecessor no projeto morreu em circunstâncias nitidamente suspeitas, e o ex-primeiro-ministro se revela um homem com segredos que retornaram para assombrar o escritor. “Um escritor que manipula o suspense como um Alfred Hitchcock das letras.” Nelson Mandela, Guardian
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Ainda não vi a versão cinematográfica do livro, mas acredito que seja muito bom.

28 de maio de 2010

Na África Selvagem

Este livro, sem sombra de dúvida, será uma das leituras de destaque de 2010. Primeiro, porque se passa no Quênia, África. Segundo, porque trata de uma história real e apaixonante - é a biografia de Joan Root, documentarista e protetora da ambiental da área do Lago Naivasha. Terceiro, porque é um livro bem escrito, bem traduzido por Roberto Franco Valente e bem editado. Não esperem final ou começo felizes. Mas tenham certeza de que podem esperar uma por excelente leitura. Na África Selvagem, de Mark Seal, editado pela Jorge Zahar será lançado em Junho. Não deixem passar esta leitura.

27 de maio de 2010

Concurso à Vista: Bolañomania

Vamos participar? Abra a porta do Blog da Companhia e entre neste Concurso Cultural. Leia o Regulamento e envie a sua resenha. Não deixa pra depois! Solta os dedos e escreve a resenha, vai!

26 de maio de 2010

Gabriel García Márquez - Uma Vida, de Gerald Martin

Nesta biografia escrita por Gerald Martin, editada recentemente pela Ediouro, é revelado ao leitor que a vida não poderia oferecer outra fortuna a Gabriel García Márquez do que o talento de escrever histórias. Nas páginas de Gabriel García Márquez - Uma Vida não resta dúvida alguma que a trajetória de vida do autor influenciou e enriqueceu sua obra, que continua conquistando a todos. Da vitrine da @LivrariaTimbre diretamente para o Lector in Fabula.

24 de maio de 2010

Agora eu leio Bolaño

Depois de assistir Joca Reiners Terron falando sobre o livro 2666 de Bolaño, não é possível que eu ainda fuja deste autor chileno. Talvez minha timidez tenha se dado pela cidadania do autor: chileno, mas pertencente ao mundo e a lugar algum. Talvez tenha sido pelo fato do escritor catalão Enrique Vila-Matas mencioná-lo tanto - acabei ficando enjoada... Mas, a redenção veio ao saber que Susan Sontag gostava de Roberto Bolaño. E assim o chileno chegou ao Brasil. Seja como for...
"A primeira vez que Jean-Claude Pelletier leu Benno von Archimboldi foi no Natal de 1980, em Paris, onde fazia estudos universitários de literatura alemã, aos dezenove anos de idade. O livro era D'Arsonval. O jovem Pelletier então ignorava que esse era parte de uma trilogia (formada por O Jardim, de tema inglês, A Máscara de couro, de tema polonês, assim como D'Arsonval era, evidentemente, de tema francês), mas essa ignorância ou esse vazio ou esse desleixo bibliográfico, que só podia ser atribuído à sua extrema juventude, não subtraiu em nada o deslumbramento e a admiração que o romance lhe causou." In: 2666 - p. 15

23 de maio de 2010

22 de maio de 2010

Romance LXXXIV ou Dos Cavalos da Inconfidência

(Fragmento)

Eles eram muitos cavalos,

ao longo dessas grandes serras,

de crinas abertas ao vento,

a galope entre águas e pedras.

Eles eram muitos cavalos,

donos dos ares e das ervas,

com tranqüilos olhos macios,

habituados às densas névoas,

aos verdes prados ondulosos,

às encostas de árduas arestas,

à cor das auroras nas nuvens,

ao tempo de ipês e quaresmas.

21 de maio de 2010

Chega às livrarias

Acaba de ser lançado pela Companhia das Letras o 2666, livro póstumo de Roberto Bolaño.
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Leia o texto da editora
Maior sucesso latino-americano em escala mundial desde Gabriel García Márquez, Roberto Bolaño consolidou-se na direção contrária de seu predecessor, apresentando, em lugar da literatura fantástica que notabilizou o autor de Cem anos de solidão, um realismo cru, de humor sardônico e pessimista. É nessa chave que se desenrola 2666. Fiel aos dois principais temas que atravessam toda a obra do autor chileno - violência e literatura -, o livro é composto de cinco romances, interligados por dois dramas centrais: a busca por um autor recluso e uma série de assassinatos na fronteira México-Estados Unidos. A primeira história narra a saga de quatro críticos europeus em busca de Benno von Archimboldi, um escritor alemão recluso do qual não se conhecem fotos. Na segunda, há a agonia de um professor mexicano às voltas com seus problemas existenciais. O terceiro romance conta a história de um jornalista esportivo que acaba se envolvendo com crimes cometidos contra mulheres da cidade de Santa Teresa, no México (ficcionalização de Ciudad Juárez). Na quarta e mais extensa das partes do livro, os crimes de Santa Teresa são narrados com a frieza e o distanciamento próprios da linguagem jornalística das páginas policiais. E finalmente, na quinta história o leitor é conduzido de volta à Segunda Guerra, tornando-se testemunha do passado misterioso de Benno von Archimboldi. Apesar do tamanho monumental - a edição espanhola de 2666 tem mais de mil páginas -, a trama enigmática mantém o leitor em estado de suspensão até as últimas palavras, quando só então o autor oferece a solução que permite compreender o conjunto do livro. Recheado de reflexões sobre a natureza do mal, a relação entre cultura e violência e, de quebra, a situação do intelectual latino-americano, 2666 é um livro inteligente, surpreendente e de leitura fácil. Não por acaso, fez uma carreira tão assombrosa no contexto da crítica internacional e entrou para o rol dos grandes fenômenos literários da atualidade.

Capas de Livros...

um novo conceito.

20 de maio de 2010

Ediouro promove Concurso Cultural Solidário

Conte para a Ediouro qual livro marcou a sua vida e beneficie uma biblioteca com um upgrade no acervo. Quer saber mais? Clique aqui e participe deste Concurso Cultural Solidário. Você pode fazer mais !

19 de maio de 2010

Isabel Allende...em breve

La Isla Bajo El Mar, de Isabel Allende - O toque épico da chilena-peruana parece intocado: o livro conta a história de uma escrava, Zarité, que se instala no tumultuado Haiti do século 18 com seu dono/amante. A obra traz temas e abordagens familiares ao seu leitor, como a irmandade entre mulheres, a culinária e o exotismo, tudo tendo como fundo o alvoroço social da ilha caribenha na época.

16 de maio de 2010

Blogs de Jovens Leitoras

Lector in Fabula Indica o blog de Teresa Dantas e Helena Zahar: o Indicação de Livros. É uma grata surpresa conhecer blogs de jovens que falam de livros para jovens. As meninas já comentaram e indicaram As Crônicas de Nárnia; Desventuras em Série; Diário da Princesa; Percy Jackson e o Ladrão de Raios e Harry Potter ! Vamos aguardar os próximos post - e que sejam muitos!

Música e Cérebro em Livro

A música no seu cérebro é o primeiro livro a alcançar uma abrangente compreensão da maneira como os seres humanos vivenciam a música e dos motivos que a fazem desempenhar um papel tão importante em nossa vida. Daniel Levitin uniu sua ampla experiência como produtor musical e seus estudos em neurociência e assim desvendou muitos mistérios relacionados ao tema.

Nesta inédita investigação do papel da música na evolução da espécie humana e no cotidiano de cada um de nós, Levitin mescla psicologia, neurociência e exemplos musicais. Ele explica os elementos da música – altura, ritmo, andamento, timbre, harmonia e melodia – e ensina como reconhecê-los O autor ainda revela como os compositores exploram nossa maneira de conferir sentido à realidade para criar.

A olhar científico de Levitin pode ser percebido com a utilização de diversas pesquisas para explicar a percepção musical no cérebro humano. Já seu lado artístico proporciona uma viagem pelos mais diversos estilos musicais: de Bach a Count Basie, passando por Creedence, Van Halen, Mozart e Eminem, , o autor mostra que, dos tímpanos até as células que regulam a emoção no interior do cérebro, uma série de atividades cerebrais e, consequentemente, emoções são desencadeadas quando ouvimos música.

Levitin revela como nossas preferências musicais começam a ser formadas antes de nascermos e como a qualificação musical é construída. Apesar da arraigada distinção cultural que prevalece no Ocidente entre os músicos especializados e profissionais e os consumidores, Levitin afirma que todos somos mais capazes musicalmente do que imaginamos, pois nosso cérebro está profunda e diretamente conectado à música.

Respeitados especialistas afirmam que a música é uma espécie de adorno parasita na periferia da natureza humana. Este livro mostra, pelo contrário, que ela é uma verdadeira obsessão no cerne da natureza humana, talvez ainda mais fundamental para nossa espécie do que a linguagem.

(Texto da editora na íntegra)

15 de maio de 2010

Rosana Silva indica 7º Livro de 2010

Desejo de Status - Alain de Botton – Editora Rocco Considerado um dos maiores pensadores de nossa época, Alain se debruça sobre a questão do status na sociedade atual, colocando o desejo desenfreado por este status como uma das maiores preocupações das pessoas e expõe os 5 fatores que em sua opinião, provocam este desejo que tanto desequilíbrio traz às pessoas e ao mundo. Além disso, nos informa, segundo sua visão, os 5 remédios que devemos "tomar" para controlar o desejo exarcebado de status. Uma leitura profunda, bonita, fácil em um texto agradável e muitas vezes engraçado.

Desafio 50 Livros 2010: Lilly indica o 11º Livro de 2010

A Hospedeira de Stephenie Meyer.

Eu já disse aqui que conheci Stephenie no programa da Ellen Degenerese me encantei com a escritora, tão jovem e inteligente. Dos livros de vampiros só consegui ler Crepusculo. O resto não desceu.

A Hospedeira é um excelente livro de ficção.

Logo no inicio já ficamos sabendo que uma raça alienígena inteligente e boa foi aos poucos se apossando dos corpos dos humanos ( lembrem de Invasores de Corpos, e agora, “V”). Não se sabe como isso começou, o que é até bom, deixa em aberto para a imaginação. A intenção dos ET s é acabar com a dores, as guerrras, o mal que se instalou entre os seres humanos.

Ainda há humanos “selvagens” cujo corpo não é habitado pelas almas dos alienigenas. Melanie é uma destas pessos, e quando vê que vai ser capturada, joga-se num poço de elevador, tentando a morte. Não consegue, pois é resgatada e curada pela Almas Curadoras que possuem medicamentos capazes de curar qualquer doença. Em seguida é implantada em seu cerebro Peregrina, uma alma evoluida que já viveu em vários planetas, sempre como parasita de uma raça.

Melanie porem é muito forte, e revoltada, começa a duelar mentalmente com Peregrina. Aos poucos, a alma que só sente amor e compreeensão começa a se acostumar com a voz e Melanie. Ela bombardeia Peregrina com imagens e lembranças das pessoa amadas: seu irmão Jamie e seu amor Jared.

As “duas” partem então em busca dos outros com quem a humana vivia anteriormente.

Há um odio imenso da parte dos humanos em relação às almas, e quando Peregrina/Melanie reencontra seus amigos é espancada, torturada e quase morta inclusive pelo homem que amava. Jared não se conforma de Melanie ter sido “colonizada” e hostiliza Peregrina. Sem querer Peregrina tambem se apaixona por Jared, e acontece um triangulo amoroso entre dois corpos. E uma alma.

Stephenie é muito criativa em narrar os mundos alienigenas e as almas, e a intrincada fortaleza onde moram os humanos remanescentes.

O que se percebe é que apesar de colonizar os adultos, as crianças nascidas destes seres não são habitadas por almas, pois crescerão conhecendo apenas o amor.

(Texto de Lilly na íntegra)

Atenção, Leitor...

Concurso Cultural à vista.
Saiba mais aqui.

13 de maio de 2010

Não Contem com o Fim do Livro

“(...) o “e-book” não matará o livro — como Gutenberg e sua genial invenção não suprimiram de um dia para o outro o uso dos códices, nem este o comércio dos rolos de papiros ou volumina. Os usos e costumes coexistem e nada nos apetece mais do que alargar o leque dos possíveis. O filme matou o quadro? A televisão o cinema? Boas-vindas então às pranchetas e periféricos de leitura que nos dão acesso, através de uma única tela, à biblioteca universal doravante digitalizada.”

Do papiro ao arquivo eletrônico, Umberto Eco e Jean-Claude Carrière atravessam 5 mil anos de história do livro em uma discussão erudita e bem-humorada, sábia e subjetiva, dialética e anedótica, curiosa e de bom gosto.

Na conversa entre os autores, intermediada pelo jornalista Jean-Philippe de Tonnac, a intenção não é apenas entender as transformações anunciadas pela adoção do livro eletrônico, mas dar início a um debate instigante e atual a partir da premissa de que e a história dos livros e o amor a eles os salvarão do desaparecimento.

A experiência de bibliófilos, colecionadores de exemplares antigos e raros, pesquisadores e farejadores de incunábulos, os faz considerar o livro, como a roda, uma invenção perfeita e insuperável. O livro aparece aqui como uma instituição sólida, anatômica e funcionalmente adequada que as revoluções tecnológicas, anunciadas ou temidas, não exterminarão.

Os autores se divertem mostrando como o livro atravessou a história da humanidade, para o melhor e às vezes para o pior — Eco reuniu uma coleção de livros raríssimos sobre o erro humano, na medida em que, para ele, eles condicionam toda tentativa de fundar uma teoria da verdade. Diante do desafio representado pela digitalização universal dos escritos e da adoção das novas ferramentas de leitura eletrônica, essa evocação de venturas e desventuras do livro permite relativizar as mudanças que estão por vir.

Homenagem divertida a Gutenberg, essas conversas irão arrebatar todos os leitores e apaixonados pelo objeto livro. E não é impossível que também alimentem a nostalgia dos detentores de e-books.

(Texto da Editora Record na íntegra)

A Universidade do Livro

Para quem deseja aprofundar estudos sobre o livro e o mercado editorial, tenho duas recomendações:

Universidade do Livro, da UNESP, que tem Miriam Goldfeder como Coordenadora de formação e cursos e Daura Kanotam responsável pela divulgação e marketing.

Escola do Livro, da Câmara Brasileira do Livro.

11 de maio de 2010

Javier Moro

Saiu, às vésperas do Dia das Mães, este novo livro de Javier Moro, mesmo autor de Paixão Índia e Sári Vermelho. O romancista escreve sempre histórias baseadas em fatos reais, o que torna mais interessante sua obra. As Montanhas de Buda foi uma das surpresas boas do mercado editorial brasileiro para este início de maio. Para consultar os título do autor em português, visite o site da Editora Planeta.

10 de maio de 2010

Novidade Japa

Novo nome na lista de escritores japoneses traduzidos para o português, além de JanichiroTanizaki, Haruki Murakami, Mishima, Kenzaburo Oe, Yasunari Kawabata, surge a escritora Hiromi Kawakami. Vale a pena visitar o site da Estação Liberdade, editora paulista que costuma traduzir autores japoneses desconhecidos dos leitores brasileiros.
Quinquilharias Nakano - Texto da Editora:
Quinquilharias Nakano: sobretudo não vá chamar esse singular estabelecimento comercial de Tóquio de antiquário! O patrão não deixa de jeito nenhum. Simpático microcosmo de uma megalópole frenética, ali a premeditação e o instinto, o disfarce e a espontaneidade mesclam-se aos mais inusitados bricabraques, frutos das picarescas “retiradas” nas mais variadas moradias. Enfileirados nas prateleiras e tentando chamar a atenção de idiossincráticos clientes, formam uma espécie de contrapé do Japão dos dias atuais.

4 de maio de 2010

Isso é Coisa de Lilly indica o 10º Livro de 2010

A Nova Traição de Judas, James Rollins, 564 paginas - Este é o terceiro livro da trilogia Força Sigma. Os outros dois são: “O Mapa dos Ossos” e ” A Ordem Negra”, que não li ainda mas pretendo ler. A Sigma é uma organização secreta ficticia dos EUA que tem como rival a Guilda, uma organização terrorista. O livro começa com o retorno de Marco Polo de sua viagem que durou 17 anos, com apenas 2 navios e 18 pessoas.O que foi feito de seus 16 navios e tripulação? Marco Polo teria mandado queimar pois todos estariam infectados com a peste negra. Voltando aos dias de hoje, uma doença mortal e desconhecida aparece na mesma região. Dois membros da Sigma que fazem um cruzeiro veem de repente o navio trasnformado em hospital para atender as pessoas atingidas pela doença. Mas o navio é sequestrado pela Guilda, e transformado em um laboratório para pesquisa de armas biologicas. Muita ação e aventura onde os personagens viajam pelo mundo, seguindo os passos de marco Polo procurando uma pista para desvendar o misterio que envolve a doença. Uma curiosidade: o nome James Rollins é o pseudonimo do veterinário Jim Czajkowsky. Ele mora em Sacramento, onde exerce a profissão. Todos os seus livros são best-sellers. (Texto de Lilly na íntegra - Não deixem de visitar o blog Isso é Coisa de Lilly para conhecer as outras dicas de leituras)