29 de julho de 2010

Capas que falam

Sobrescritos


Texto de divulgação da Editora Arquipélago :
As pessoas coçaram atrás da orelha. Depois, porém, as pessoas coçaram atrás da orelha de novo. Por fim, as pessoas ficaram com o lado de trás da orelha inteiramente escalavrado. Quando os primeiros Sobrescritos apareceram, enigmáticos, na coluna Todoprosa, de Sérgio Rodrigues, no bom e velho site NoMínimo, as pessoas suspeitaram que eram minicontos à clef, dispostos a esculhambar de vez o mundo das letras. Quem seria o “escritor de barba espessa e fama rala?”, alarmaram-se alguns. E o inesquecível Lúcio Nareba, “lenda da blogosfera literária nacional”, quem haveria de ser?, sussurraram outros.

27 de julho de 2010

Cardápio Literário da Livraria Timbre (2)

Texto de divulgação da Editora Cosac Naify:
Romance em que as personagens seguem um percurso errático e melancólico, em 42 capítulos, quase todos constituídos de cartas, alguns diálogos e pequenos trechos narrativos. A maioria das cartas é dirigida a Michele, um jovem protagonista que quase não aparece na história. O pouco que sabemos de sua vida vai sendo revelado de viés, contado em tom casual nas cartas que lhe enviam a mãe, a irmã e alguns amigos. A história se passa em Roma, em fins de 1970 e em 1971, quando há um repique fascista na Itália, com uma tentativa de golpe militar.

26 de julho de 2010

Cardápio Literário da Livraria Timbre (1)

Lançamento da Editora Alfaguara, da escritora francesa Claudie Gallay, Arrebentação.
Texto de divulgação da Editora Alfaguara: O livro venceu o Grande Prêmio das leitoras de Elle, a mais importante premiação francesa de júri popular, e permaneceu por meses nas listas de mais vendidos. Segundo o jornal Le Monde, é uma obra "magnífica", com um "texto maduro e o perfeito domínio da narrativa". "É impossível não lê-lo de uma vez só." A narradora é uma ex-professora de biologia que, depois de perder dramaticamente o homem que amava, isolou-se em La Hague, um vilarejo na Normandia francesa, acossado pelas tempestades e pela força das marés.

24 de julho de 2010

Flores das Flores do Mal

Spleen
Lembro-me mais do que se eu tivesse mil anos.
Um grande contador cheio de planos,
Versos, cartas de amor, autos, literaturas,
Um cacho de cabelo enrolado em faturas,
Não tem segredos como o meu cérebro inquieto.
(...)
Charles Baudelaire in Les Fleurs du Mal

13 de julho de 2010

Carolina Pinho comenta Feios, de Scott Westerfeld

Em 1932 Aldous Huxley nos apresentou uma sociedade controlada pela felicidade no clássico “Admirável Mundo Novo”. Em 1949 George Orwell nos mostrou uma sociedade controlada pelo medo em “1984”. Scott Westerfeld pegou elementos dos dois livros, misturou com problemas atuais, colocou nos moldes de um livro para jovens e criou a boa série “Feios”. A historia é passada em um futuro onde todos quando fazem 16 anos são submetidos a operações plásticas e se tornam perfeitos. Em um mundo onde todos são igualmente deslumbrantes tudo é perfeito, não há conflitos. Somos apresentados a essa terra por Tally Youngblood, uma feia, ou seja, alguém com menos de 16 anos que vive contando os dias para a operação que transformará sua aparência e sua vida. Não querendo entregar muito da historia, Tally se vê envolvida em uma trama para destruir os Enfumaçados, pessoas que vivem na natureza e que não se submeteram as cirurgias, e sua trajetória não termina nesse livro, existem mais três que ainda não foram lançados. É impossível não ver as semelhanças com os clássicos de Huxley e Orwell, mesmo que aqui elas estejam em um livro para feito para o público jovem, cheio de aventura e com pitadas de romance. Tally quer ir viver em Nova Perfeição, a cidade onde moram as pessoas depois da operação, lá tudo é perfeito, todos vivem em festas e se divertem o tempo todo, não há brigas. Na Vila Feia, onde Tally mora, ela usa um anel de interface que registra em computadores todos os seus passos, elevadores só são ativados depois de uma leitura da Iris, algo bem próximo do Grande Irmão. Um dos elementos que passa quase despercebido na historia que me remeteu imediatamente a uma das idéias que mais me chamou atenção quando li “1984” é o fato de ninguém nessa sociedade saber escrever a mão. No livro de Orwell os dicionários são reescritos e sempre simplificados para que as pessoas não consigam colocar em palavras a sua revolta ou insatisfação. Não ser capaz de escrever a mão é um controle e um passo na mesma direção.

Comentário de Carolina Pinho na íntegra sobre o livro Feios, de Scott Westerfeld, editado pela Galera Record.

12 de julho de 2010

Juan Rulfo

Além de escritor, fotógrafo. Acontece no Instituto Cervantes do Rio de Janeiro, a exposição "México: Juan Rulfo Fotógrafo". Leia+ aqui.

11 de julho de 2010

Leitura que faz diferença

Em algum momento da sua vida, quebre os paradigmas e passe por esta leitura! Altamente recomendável!
Degustação Literária:
"Mais mangas arregaçadas e menos terno risca-de-giz."
Paul Arden - p.72

4 de julho de 2010

Frida Kahlo - Suas Fotos

Acaba de chegar às livrarias Frida Kahlo - Suas Fotos, em bela edição da Cosac Naify. Não perca este precisoso livro, a tiragem é única. ________________________________
Lançado simultaneamente no Brasil – onde terá tiragem única –, México, França, Espanha, Alemanha, Estados Unidos, Canadá e outros países da América Latina, o livro revela um acervo inédito que retrata o universo da artista mexicana Frida Kahlo, uma das maiores personalidades latinoamericanas de todos os tempos. Quando Frida morreu, em 1954, todos os seus objetos ficaram trancados em um dos cômodos da mítica Casa Azul, onde ela morou muitos anos com o pintor Diego Rivera. Cinquenta anos mais tarde, esse tesouro foi aberto, mas somente agora as mais de 400 fotos guardadas são finalmente reunidas numa publicação. As imagens mostram uma série de autorretratos de seu pai fotógrafo, Frida quando menina, seu estúdio, o encontro com Rivera, seu círculo cosmopolita de amigos e a intimidade com personagens notáveis como Breton, Duchamp, Trótski, Henry Ford, Dolores del Río e alguns brasileiros como Adalgisa Nery. A influência da fotografia em sua obra, suas referências políticas e estéticas, o sofrimento do corpo, as inúmeras cirurgias, e sobretudo a construção de sua impactante figura pública são analisadas em textos de grandes estudiosos de todas as partes do mundo. (texto de divulgação da editora na íntegra).