29 de novembro de 2010

Relatos de Robert Capa


 Excelente presente de natal:

Robert Capa (1913-1954), o mitológico fotógrafo que produziu os mais incríveis registros de guerra mostra que também é um contador de histórias nato. Em seus relatos, ele fala de sua vida privada e profissional, das suas experiências como correspondente de guerra, da convivência com seus amigos John Steinbeck e Ernest Hemingway, e de sua namorada, a atriz Ingrid Bergman. Capa, que dizia que suas imagens eram “ligeiramente fora de foco, um pouco sub-expostas e a composição não é nenhuma obra de arte”, cativa o leitor numa narrativa fluente e hipnótica, com simplicidade e humor, compondo um brilhante relato histórico.(texto da editora Cosac Naify)

Literatura Argentina: Bioy Casares

Uma das mais importantes obras de Adolfo Bioy Casares (1914-1999), Diário da guerra do porco foi escrito em 1968, quando o escritor sentiu a velhice se aproximar. O autor narra a história de Isidro Vidal, um senhor aposentado que vive com seu filho em um populoso casarão e passa as noites com os amigos jogando cartas e bebendo fernet. Após um desses encontros, o grupo de amigos presencia a morte de um velho, assassinado a pauladas por um bando de jovens. O episódio revela uma onda de perseguição aos anciãos de Buenos Aires, considerados “lentos, inúteis e prejudiciais à sociedade”. Hordas de jovens saem às ruas para caçar e exterminar impiedosamente os velhos. Vidal e seus amigos então precisam reaprender a se movimentar pela cidade, transformada em um campo de batalha. Em meio à violência – real e simbólica –, o protagonista é surpreendido pelo amor de uma mulher mais jovem. Ao falar da passagem do tempo, de maneira delicada porém irônica, Bioy coloca em funcionamento alguns de seus mecanismos preferidos: a atmosfera de sonho, a construção rigorosa da trama, a prosa elegante e o fantástico do argumento.(texto da editora Cosac Naify)

27 de novembro de 2010

20 de novembro de 2010

José Eduardo Agualusa

Acabei de ler, na semana que passou , Bilionários por Acaso - A Criação do Facebook, de Ben Mezrich, editado pela Instrínseca. Achei o livro interessante e empolgante, nada chata a leitura. Aliás, a adaptação do filme está bem fiel ao livro. Leiam, pois a história, além de estudo de caso da startup, mostra como vivemos hoje, como o mundo digital está promovendo uma mudança cultural cada vez mais rápida. Agora, eu ia partir para a leitura de A Revolução de Atlas, de Ayn Rand, mas acho que Milagrário Geral, recente romance de José Eduardo Agualusa, vai passar a frente. 

Leiam a sinopse da editora  Língua Geral:

Iara é uma jovem linguista portuguesa. Com o auxílio de um programa de computador, seu trabalho é recolher as palavras novas que chegam à língua todos os dias e dicionarizar aquelas que de fato configuram neologismos. Uma tarefa nem sempre gratificante: na maior parte das vezes, os neologismos são palavras de pouco interesse, em geral oriundas do inglês. Um dia, porém, Iara faz uma incrível descoberta: alguém, ou alguma coisa, está subvertendo a língua portuguesa, a nível global, de forma insidiosa, porém avassaladora e irremediável. Maravilhada, perplexa e assustada, a jovem procura a ajuda de um professor, um velho anarquista angolano de passado sombrio, e os dois partem para o Brasil em busca de uma coleção de misteriosas palavras que, a acreditar num documento do século XVII, teriam sido roubadas à “língua dos pássaros”. "Milagrário pessoal" é um romance de amor e, ao mesmo tempo, uma viagem através da história da língua portuguesa, das suas origens à atualidade, percorrendo os diferentes territórios geográficos aos quais a mesma vem se afeiçoando.