11 de dezembro de 2012

20 de novembro de 2012

18 de novembro de 2012

Livros de Vampiro Evaporam Misteriosamente...

Evaporam sim...Minha amiga Carolina esteve na livraria e desenterrou a questão. Foi assim, Carolina abriu a bolsa e mostrou um livro que trouxe de Portugal: uma antologia de escritores portugueses que desafiaram-se a escrever sobre...vampiros. Numa das histórias - contou-me Carol - o personagem é mordido mas não entende o fenômeno, afinal, em Portugal não há vampiros...e não é que é mesmo? Com essa alusão aos distintos personagens, lembrei que quero reler a obra de Anne Rice, quem realmente escreve sobre vampiros, não essa xaropada de Eclipse, Crepúsculo e etc. Mas, cadê que acho os livros, sumiram da biblioteca há algum tempo. Carolina me contou que mais três amigos além dela tiveram seu Entrevista com o Vampiro, na tradução de Clarice Lispector, desaparecido das prateleiras de casa. Fui num sebo e também não encontrei. Acho que agora só mesmo pedindo à editora porque o de casa evaporou!

30 de setembro de 2012

Inverno Russo


Um romance histórico interessante que começa nos EUA e nos conduz até a Rússia de Stálin, trazendo detalhes da vida de uma bailarina do Bolshoi. Minha leitura ainda está em curso, mas acredito que a viagem será muito boa! Recomendo :D

28 de setembro de 2012

Uma porta para um quarto escuro


Hoje encontrei uma novidade interessante na livraria: uma porta. Um livro cuja capa é uma porta. No mínimo, um convite para a leitura. O interior do livro também é bem bonito e colorido. O conteúdo está a altura. Um lançamento da editora Tordesilhas que vale a pena ser comprado e lido.

Texto da Editora Tordesilhas sobre o livro Uma porta para um quarto escuro, de Antonio Cestaro.

Reflexões sobre o cotidiano e a condição humana são expostas em 30 textos breves de linguagem próxima a uma conversa descontraída. Sutilmente, a voz narrativa introduz elementos da vida do autor, proporcionando o enredamento entre persona literária e a figura do escritor.

Em texto de introdução, Márcia Lígia Guidin (doutora em letras pela Universidade de São Paulo), destaca a literatura como um dos assuntos centrais. Na crônica-título, o fazer artístico é colocado em pauta e o leitor é levado a entender a tradição literária como uma chave para quarto escuro da alma.

27 de setembro de 2012

Livros e Luzes


Instalação do Coletivo Luzinterruptus em Melbourne, Austrália.
Siga a página do coletivo no FB, clique aqui.

11 de setembro de 2012

A Menina do Vale por Cris Ramos

Bel Pesce estudou no MIT, trabalhou na Microsoft, no Deutsche Bank e no Google. Recentemente, esteve na 22ª Bienal Internacional do Livro aonde participou da mesa Paixão Radical: Negócios E Valor. Cris Ramos, que assistiu a palestra e leu o livro, conta para o Lector in Fabula como foi essa experiência.

Texto de Cris Ramos:
Conheci a autora antes da sua obra. Não conhecer propriamente, mas tive a oportunidade de assistir a uma palestra sua na mais recente Bienal do Livro de São Paulo, onde ela foi falar sobre Paixão Radical: Negócios e Valor, junto com mais 02 profissionais de destaque em suas áreas de atuação, Lourenço Bustani e Mário Henrique Siqueira Silva e Lima. Sem desmerecimento algum aos seus companheiros da sessão, muito pelo contrário, pois sou grande admiradora da filosofia de trabalho desenvolvida pela Mandalah, do Lourenço Bustani - recentemente nomeado um dos executivos mais criativos do mundo pela revista Fast Company - mas era praticamente impossível ela não se destacar de alguma forma, com sua juventude, sua vivacidade palpável, seu brilho no olhar e claro, com sua calça azul Royal, super in.  Mais uma vez, não que os outros não tivessem esses mesmos atributos, mas possivelmente os tinham de alguma outra forma, mais serena. Bel Pesce passa equilíbrio sim, mas também uma enorme combustão de ideias, de desejos, de sonhos, de garra, de vontade de fazer e acontecer. E que jovem não se identifica com isso? Pois os já não tão jovens também, se identificam, estou certa, na medida em que passa a ser uma fonte de inspiração para o resgate da paixão – aqui falo um pouco por experiência própria.

Sem entrar no mérito do que é ser jovem ou não – vamos pelo lado do espírito jovem – foi uma leitura muito prazerosa e gratificante ler o livro “a menina do vale – como o empreendedorismo pode mudar a sua vida”, por vários motivos: porque é muito bonito mesmo ver uma pessoa jovem (ok, dá para afirmar que 24 é jovem, correto?!), já com tanta experiência de vida e disposta a compartilhar sem medo e com desprendimento o que a levou a ter sucesso, mesmo nas (supostas) pequenas coisas do dia a dia;  porque ao ler o livro pude sentir novamente toda a vibração e energia da autora, empreendedora, menina mulher - Bel Pesce; e porque as dicas são realmente extremamente válidas e coerentes para quem quer dar impulso a um projeto nos tempos atuais.

Ah, se a intenção não for empreender um negócio, pode ser um projeto de estudo, um mestrado aqui ou fora do pais...muitos conselhos se aplicariam igualmente a esta meta, como networking e mentorismo (encontrar um mentor que te oriente). Uma das frase que ela mais repete no livro é “tudo é possível se  você se dedicar de cabeça e coração”. Eu gostei #ficaadica.

Cris Ramos é formada em Comunicação Social com especialização em Publicidade e Propaganda pela UFRJ. Recentemente foi colaboradora do TEDxSudeste.

10 de setembro de 2012

Alguém pode me dizer que fenômeno é esse?


Antes eram Nabokov, Kawabata, Sade, Masoch. Às "escondidas", Anais Nin, Catherine Milliet e Cassandra Rios. Bataille deve explicar o ressurgimento do erotismo...será? Estou lendo para poder dizer alguma coisa sobre. Perda de tempo? Não tenho bem certeza, as editoras não estão perdendo tempo, estão faturando.  Aliás, nesse caminho, até a Bela-Adormecida acordou pelas letras da conhecida e famosa Anne Rice, a precursora da boa literatura vampiresca - li quase todos! Bom, apresento o  Mommy Porn. Leia+

8 de setembro de 2012

BRICs e N11

Há alguns meses venho namorando a leitura do livro de Jim O'Neill, O Mapa do Crescimento, que esclarece para o leitor as oportunidades econômicas dos próximos 50 anos com a emergência de economias como as do BRICs (Brasil, Rússia, China e África do Sul) e a dos N11 (Next Eleven - Bangladesh, Egito, Indonésia, Irã, Coréia do Sul, México, Nigéria, Paquistão, Filipinas, Turquia e Vietnã). 

Tenho a convicção de que desenvolver a educação econômica e a educação política em nosso país, hoje, sugerindo leituras que apontem novas perspectivas de mundo, seja uma das missões das pessoas que têm acessos a bons livros, acesso à informação. Eu não sou melhor nem pior do que ninguém, mas tento fazer a minha parte, num trabalho de formiga.

Tenho visto pessoas jovens muito mal influenciadas pelos veículos do Quarto Poder e pelas informações desatualizadas dos partidos da velha esquerda e direita. Uma nova política está por surgir no nosso país, mas muitos ainda querem o antigo estilo lulista. Fernando Henrique ressurge de forma lúcida no panorama político. Dilma tenta seguir o seu trabalho técnico. Ambos incomodam muita gente e é preciso abrir os olhos.

E o que isso tem a ver com BRICs ou N11? A meu ver, tudo. Talvez com a leitura de O Mapa do Crescimento, jovens venham a despertar para o seu importante papel no futuro do pais. Talvez pessoas da minha idade despertem para a importância do abandono e desapego de uma "utopia" política de esquerda que não funcionou, que não nos pertence e que precisa se renovar para que a economia favoreça a todos. 

Alguns destaques do livro de Jim O'Neill, autor do conceito BRICs e Chairman da Goldman Sachs:

"O Brasil tinha a ponte mais longa do mundo e a maior usina hidrelétrica. Mas essas manifestações de vanglória não conseguiam esconder o fato de o país raramente ter alcançado a estabilidade essencial para obter progressos econômicos sérios. Seu crescimento foi desequilibrado e mal distribuído (...)" (p.59)

"Mas, voltando mais uma vez à estrutura macro, os fatores econômicos básicos do Brasil ainda são surpreendentes. Ele tem a quinta maior população do mundo, a qual é jovem e está aumentando. Como demonstrado pelo desenvolvimento dos Estados Unidos, uma população jovem pode levar a um crescimento econômico muito forte e próspero.E, como demonstrado pelas projeções para 2050, o Brasil tem o potencial de ser muito maior. Ele tem a capacidade de se transformar numa economia de US$10 trilhões, mais ou menos cinco vezes seu tamanho atual. Numa base relativa, o Brasil tem o potencial de ultrapassar a Alemanha e o Japão(...)" (p.61) 

Eu desejo uma boa e atenta leitura a todos e todas.

7 de setembro de 2012

Leitura em Curso (1): Lévi-Strauss no Japão

Japão é um tema que me atrai não é de hoje. E não só a mim, Lévi-Strauss também era apaixonado pelo país e guardava desde a infância uma memória afetiva que o guiou pelo Oriente. Nesta edição belamente minimalista da Companhia das Letras, podemos ler os textos encantadores do antropólogo. Abaixo, um fragmento do qual gostei - espero que desperte o gosto de vocês, leitores, por esta aventura.

"Senti um verdadeiro amor à primeira vista pela cozinha japonesa, a ponto de, há dois anos, introduzir em minha alimentação diária algas e o arroz cozido segundo as regras. Por fim, tendo experimentado no Japão todos os tipos de culinárias, desde o sansei até o kaiseki, e tido com cozinheiros conversas muito frutíferas e muito longas, aí também me parece existir algo totalmente original, e que nada se afasta mais, se separa mais da chinesa do que essa cozinha quase sem gordura , que apresenta os produtos naturais no estado puro e deixa sua mistura à escolha e à subjetividade do consumidor." (p.47)

3 de setembro de 2012

Lendo (1)

Para variar, minhas pilhas de livros nunca chegam ao fim...ainda bem. Seria uma pessoa muito triste sem um livro ao lado. Li O Segredo do Oratório quando ele ainda tinha o título O Jardim de Aba. Agora releio com outros olhos, em outro momento. O lançamento da Luize Valente foi um sucesso. Muita gente iluminada para abrilhantar a noite. Ainda não terminei a leitura, estou quase lá, mas já com pena de acabar. Recomendo para quem quer ler mais sobre os cristãos-novos no Brasil, mais especificamente no nordeste brasileiro. Uma aventura inesquecível.

2 de setembro de 2012

Uma pilha de livros democrática...


Caso contrário, não teria graça. Temos literatura brasileira, romance erótico (estou analisando essa linha de 50 tons, crossfire, etc), economia com BRICs, empreendedorismo com Bel Pesce, Antropologia e Japão por Claude Lévi-Strauss. Eu diria que isso se chama leitura de mundo. Além dos livros, as revistas de tecnologia, design, arte, bem-estar, gastronomia, estilo, variedades e luxo. 

26 de agosto de 2012

28 de agosto na agenda

Lançamento do romance O Segredo do Oratório, de Luize Valente, pela editora Record.


Romance revelador sobre a história dos judeus no Brasil. A paraibana Ioná, descendente de cristãos-novos, descobre que sua família guarda um importante mistério sobre seus antepassados. Na intenção de desvendá-lo, o Sertão nordestino torna-se pano de fundo de uma viagem às raízes do Brasil onde costumes e tradições apontam uma origem judaica que se confronta com o judaísmo atual, a partir do momento em que Ioná resolve reivindicar essa nova identidade (texto da editora Record).

25 de agosto de 2012

50 tons...de quê?


o que quer que seja, estava em destaque na 22ª Bienal do Livro de São Paulo, 
em todos os espaços possíveis...e vendendo!

24 de agosto de 2012

Clarice Lispector...

na exposição interativa de Julia Peregrino e Pedro Karp Vasquez, Traduzindo o Brasil, apresentada pela primeira em São Paulo durante a 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.


16 de agosto de 2012

14 de agosto de 2012

Deu a louca nos livros


uma ideia genial de exposição apresentada na 22ª Bienal do Livro de São Paulo: cada um constrói a sua história. Chapeuzinho passeando com o Lobo que não é mau :D

11 de agosto de 2012

10 de agosto de 2012

10 de julho de 2012

Quadrilha de Drummond na Flipinha

O recém-criado CIL - Centro Internacional do Livro - realizou durante a FLIP 2012 uma iniciativa interessante e bem-sucedida: a Quadrilha Drummond. Na programação da Flipinha, na Praça da Matriz, foram colocadas bandeirinhas de São João com dois poemas de Carlos Drummond de Andrade, Quadrilha e No meio do caminho. Os dois poemas foram expostos em bandeirinhas no idioma original e traduzidos em diversos idiomas: inglês, espanhol, tcheco, dinamarquês, búlgaro. As crianças adoraram e participaram lendo o poema em português enquanto tradutores leram no idioma traduzido. A inciativa foi tão boa que saiu nas páginas do jornal O Globo e da Revista Vida Simples. Essa foi uma homenagem criativa e de grande alcance, afinal, é de criança que se aprende poesia. Em destaque, poema traduzido por Elisabeth Bishop e Emanuel Brasil na década de 70. Emanuel Brasil, com quem tive a oportunidade de trabalhar, foi editor da revista Poesia Sempre, da Biblioteca Nacional, durante a presidência de Afonso Romano de Sant'Anna.

9 de julho de 2012

Enrique Vila-Matas: Musica para Malogrados


Apesar de ter ido à Festa Literária de Paraty pela primeira e a trabalho, tive a sorte de assistir 03 excelentes mesas e palestras. Destaco a de Enrique Vila-Matas, que numa performance excepcional apresentou Musica para Malogrados, inciado e finalizado em companhia de outros textos especiais para a palestra - um texto híbrido que continha elementos de ensaio, ficção e biografia. O mesmo fez Rosa Montero em seu texto, também híbrido, A Louca da Casa. Vila-Matas sentou-se à mesa e apresentou-se como Antonio Tabucchi. Ainda bem que Vila-Matas leu seu texto em espanhol, se fosse catalão perderia a graça na interpretação simultânea e seria um outro texto. Em um dos trechos do texto, Vila-Matas diz que os escritores deveriam ser lidos e não vistos, e que talvez a literatura tenha chegado a um momento de colapso. Silviano Santiago acompanhou a palestra inteira. Outros ouvintes abandonaram a arena - talvez não tenham aguentado a realidade e a lucidez descrita por EVM. Sobre as sombras de pessoas e personagens que aparecem na obras e EVM, na Tenda dos Autores ele tornou-se seu próprio personagem: um homem que no telão observa o escritor que observa e acompanha outro escritor dentro do texto. Só lendo a obra para ver os enigmas que acompanham este escritor tão fiel ao seu ofício.



7 de julho de 2012

Os meus sentimentos portugueses: Dulce Maria Cardoso

Quem me conhece sabe que descendo de duas nações: Argentina e Portugal. Como não poderia deixar de ser, busco, em oportunidades, estreitar laços com os patrícios. No ano passado e este ano, conheci escritoras argentinas com as quais me correspondo. Infelizmente não pude ir no ano passado conhecer ao vivo e a cores Pola Oloixarac. Mas na FLIP 2012, mesmo indo a trabalho, me esforcei para conseguir assistir Dulce Maria Cardoso, escritora nascida em Trás-os-Montes, que viveu em Angola e voltou para Portugal. Tive que correr, literalmente! Quase não consigo entrar na Tenda dos Autores, e no meio do caminho ainda me atropela a equipe da GloboNews, que quis me fazer personagem. Ao contrário da maioria dos espectadores que estavam em busca de Ian McEwan e Jennifer Egan, eu queria apenas assistir e ter meu livrinho assinado pela escritora portuguesa que poucos ainda conhecem no Brasil. Bastou para ser notícia e cair nas graças de Rodrigo Carvalho que achou o fato curioso. Consegui entrar e assisti-la. Ao final, uma longa fila para assinar o livro. Depois a recompensa: À Nélida Capela, com a minha amizade, Dulce Maria Cardoso. E assim vamos tecendo histórias com nossos escritores preferidos, aqueles que nos abrem o coração e nos transformam em pessoas melhores - assim são os livros.

Para ver a matéria do Jornal das Dez da GloboNews, aperte aqui.

Exposição O Globo na Casa da Cultura celebrou os 10 anos da FLIP


A sala era pequena, mas cada parede contava um pouco dos 10 anos da FLIP. 
Retratos, matérias, depoimentos. 

2 de julho de 2012

Companhia para a FLIP 2012


No ano passado eu comprei duas entradas para assistir a Pola Oloixarac, uma escritora argentina cujo romance gostei muito. Acabou que não consegui me ausentar do trabalho, e tão pouco doar para alguém as entradas... Neste ano, vou a trabalho, mas carrego na bagagem os livros de uns escritores preferidos que estarão na FLIP. Quem sabe encontro alguém perdido entre as ruelas de Paraty. De quebra, levo o romance argentino escrito por Andrea Stefanoni e Luis Mey, da editora Planeta Emecé: Tiene que ver con la furia - estou apaixonada pelo livro, tomara que seja traduzido logo.  

30 de junho de 2012

Lançamentos para a FLIP 2012 (2)


Não resisti, trouxe a Dulce Maria Cardoso e Os meus sentimentos, editado pela Tinta da China, recente no Brasil. Sentei no Sanduka e pedi um sorvete de  figo com nozes para acompanhar o início da leitura. Tudo rosa, apesar dos sentimentos da personagem. Uma cliente da livraria deu a dica de também ler Campo de Sangue, que foi editado pela Companhia das Letras em 2005. Vou buscar o livro também, parece ser muito interessante: 4 mulheres, numa delegacia, unidas por um mesmo homem. Deve ser bem interessante. Espero encontrar Dulce Maria em Paraty e quem sabe trazer o livro autografado :o)

Do site da Companhia das Letras sobre Campo de Sangue:
Quatro mulheres que não se conhecem esperam juntas numa sala. Vão prestar depoimento sobre um homem acusado de assassinato. A ex-mulher o sustentava e comportava-se como sua amante. Para a mãe, ele era um filho estranho. A moça bonita leva no ventre um filho dele, que ela nunca quis ter. E a senhoria acredita ter visto tudo e conta com a presença da televisão para salvá-la da ruína. As diferentes realidades vividas por essas mulheres nunca se encontram - a não ser no homem, um desocupado, que procurava maneiras de gastar o tempo.  Campo de Sangue suga o leitor para essas espirais de realidades; para lugares indefinidos (o bairro, a pensão, a praia, a casa longe de tudo e perto do mar); para relações movidas por necessidades mas vazias de sentimento. A prosa de Dulce Maria Cardoso nos faz compartilhar a loucura desencadeada pela beleza e pela 


29 de junho de 2012

Lançamentos para a FLIP 2012 (1)


Chegou às livrarias dois livros novos do Jonathan Franzen: Tremor e Como ficar sozinho (ensaios). Ambos editados pela Companhia das Letras. O autor estará na FLIP 2012, que começa em 4 de julho próximo. Leia+ sobre Como ficar sozinho.

23 de junho de 2012

Tiene que ver con la furia

Ganhei de presente da querida Rosana Sanchez um livro muito especial. Especial porque, além de ser exemplo da nova literatura argentina, é um livro escrito por dois escritores jovens e que retratam o ambiente do amor e do mundo dos livros. Os personagens do romance de Andrea Stefanoni e Luis Mey, publicado pela Planeta Argentina - Editorial Emecé, trabalham na segunda mais bonita livraria do mundo - título que pertence à Livraria Ateneo Grand Splendid Buenos Aires desde 2008, eu estava lá quando houve o anúncio.

A cada página que leio, vou descobrindo a riqueza dos patrícios da terra da minha família materna: certas palavras, certos personagens, certos sentimentos fazem acordar em minha memória os momentos mais felizes da minha vida. Além das memórias, Tiene que ver con la furia tem também seus personagens caninos, um mundo particular que me encanta e faz parte da minha vida. 

Estou lendo aos poucos, não só para rememorar o idioma castellano, mas para aproveitar as passagens hilárias que passam todos que trabalham em livrarias e as passagens dolorosas do amor - quem não vive intensamente o amor não reconhecerá a dor e a fúria nestas páginas. 

Confesso estar encantada com a literatura argentina, que em sua crise de sobrevivência mostra vigor e poesia em sua resistência. Mostra toda sua beleza em fúria, em clamor. Além de Andrea Stefanoni e Luis Mey, leio também Pájaros en la boca, de Samantha Schweblin

Confesso que nestes dois romances encontro uma literatura afetiva, que em códigos abre portas e janelas para o meu interior. Não deverá ser assim a literatura, abrindo com suas diferentes chaves as portas de cada leitor?

Guardadora de Livros


16 de junho de 2012

Pájaros en la boca

Lançado em 2009 pela Planeta - Emecé na Argentina, Pássaros na Boca chega ao Brasil em 2012 pela Editora Benvirá. Fiquei com vontade de ler, principalmente pelo fato de terem comparado sua autora, Samanta Schweblin, ao escritor japonês Haruki Murakami, cujo estilo ficcional gosto muito. Seguindo um capricho, preferi encomendar a uma amiga que estaria na Argentina o volume original, em castelhano, língua familiar a mim por parte de minha mãe. 

Pájaros en la boca é um livro de contos. O conto que dá nome ao livro conta a história de uma menina que causa espanto aos pais quando começa a se alimentar de...pássaros. Em Haruki Murakami também encontramos elementos insólitos que nos causam, eu diria, vertigem. Uma vertigem da realidade x fantasia. 

"Apagué el televisor y miré por la ventana. El auto de Silvia estaba estacionado frente a la casa, con las balizas puestas. Pensé si había alguna possibilidad real de no atender, pero el timbre volvió a sonar: ella sabía que yo estaba en casa. Fui hasta la puerta y abrí.
-Silvia - dije
-Hola - dijo ella, y entró sin que yo alcanzara a decir nada -. Tenemos que hablar.
Señaló el sillón y yo obedecí, porque a veces, cuando el pasado toca a la puerta y me trata como hace cuatro años atrás, sigo siendo un imbécil.
-Nova a gustarse. Es...Es fuerte - miró su reloj-. Es sobre Sara.
-Siempre es sobre Sara - dije.
-Vas a decir que exagero, que soy una loca, todo ese asunto. Pero hoy no hay tiempo. Te venís a casa ahora mismo, esto tenés que verlo con tu proprios ojos (...)"

Fragmento do conto Pájaros en la boca.

10 de junho de 2012

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7 de junho de 2012

O Torreão, de Jennifer Egan


Em O Torreão, assim como o faz em A Visita Cruel do Tempo, Jennifer Egan cria uma narrativa que hipnotiza e causa tensão entre os mundos criados pela nossa leitura: ficção e realidade. Este livro em particular me lembrou A Louca da Casa, da escritora espanhola Rosa Montero, que brinca de forma sofisticada com o leitor ao escrever em estilos como o autobiográfico, ensaio crítico e ficção literária. A atmosfera do livro envolve um suspenso de quase terror e um pouco de contos de fada eu diria, quando surge uma personagem que guarda em sua consciência 900 anos de uma família alemã cujo espírito resistiu à guerras, invasões, mas não ao novo tempo. Os personagens de Egan nunca passam desapercebidos aos nossos olhos, cada um com seu desdobramento em nosso interior - estamos neles ou eles residem em nós? Boa pergunta para o leitor que aceita o desafio de entrar em uma nova forma de narrativa. O Torreão está sendo adaptado para o cinema pelo diretor Peter Weir, o mesmo de The Truman Show, Green Card, A Sociedade dos Poetas Mortos . A estréia está prevista para dezembro de 2012. Em tempo, Jennifer Egan visrá a FLIP 2012, que acontece de 4 a 8 de julho, em Paraty, Rio de Janeiro.

O livro da SONY