23 de junho de 2012

Tiene que ver con la furia

Ganhei de presente da querida Rosana Sanchez um livro muito especial. Especial porque, além de ser exemplo da nova literatura argentina, é um livro escrito por dois escritores jovens e que retratam o ambiente do amor e do mundo dos livros. Os personagens do romance de Andrea Stefanoni e Luis Mey, publicado pela Planeta Argentina - Editorial Emecé, trabalham na segunda mais bonita livraria do mundo - título que pertence à Livraria Ateneo Grand Splendid Buenos Aires desde 2008, eu estava lá quando houve o anúncio.

A cada página que leio, vou descobrindo a riqueza dos patrícios da terra da minha família materna: certas palavras, certos personagens, certos sentimentos fazem acordar em minha memória os momentos mais felizes da minha vida. Além das memórias, Tiene que ver con la furia tem também seus personagens caninos, um mundo particular que me encanta e faz parte da minha vida. 

Estou lendo aos poucos, não só para rememorar o idioma castellano, mas para aproveitar as passagens hilárias que passam todos que trabalham em livrarias e as passagens dolorosas do amor - quem não vive intensamente o amor não reconhecerá a dor e a fúria nestas páginas. 

Confesso estar encantada com a literatura argentina, que em sua crise de sobrevivência mostra vigor e poesia em sua resistência. Mostra toda sua beleza em fúria, em clamor. Além de Andrea Stefanoni e Luis Mey, leio também Pájaros en la boca, de Samantha Schweblin

Confesso que nestes dois romances encontro uma literatura afetiva, que em códigos abre portas e janelas para o meu interior. Não deverá ser assim a literatura, abrindo com suas diferentes chaves as portas de cada leitor?

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