8 de setembro de 2012

BRICs e N11

Há alguns meses venho namorando a leitura do livro de Jim O'Neill, O Mapa do Crescimento, que esclarece para o leitor as oportunidades econômicas dos próximos 50 anos com a emergência de economias como as do BRICs (Brasil, Rússia, China e África do Sul) e a dos N11 (Next Eleven - Bangladesh, Egito, Indonésia, Irã, Coréia do Sul, México, Nigéria, Paquistão, Filipinas, Turquia e Vietnã). 

Tenho a convicção de que desenvolver a educação econômica e a educação política em nosso país, hoje, sugerindo leituras que apontem novas perspectivas de mundo, seja uma das missões das pessoas que têm acessos a bons livros, acesso à informação. Eu não sou melhor nem pior do que ninguém, mas tento fazer a minha parte, num trabalho de formiga.

Tenho visto pessoas jovens muito mal influenciadas pelos veículos do Quarto Poder e pelas informações desatualizadas dos partidos da velha esquerda e direita. Uma nova política está por surgir no nosso país, mas muitos ainda querem o antigo estilo lulista. Fernando Henrique ressurge de forma lúcida no panorama político. Dilma tenta seguir o seu trabalho técnico. Ambos incomodam muita gente e é preciso abrir os olhos.

E o que isso tem a ver com BRICs ou N11? A meu ver, tudo. Talvez com a leitura de O Mapa do Crescimento, jovens venham a despertar para o seu importante papel no futuro do pais. Talvez pessoas da minha idade despertem para a importância do abandono e desapego de uma "utopia" política de esquerda que não funcionou, que não nos pertence e que precisa se renovar para que a economia favoreça a todos. 

Alguns destaques do livro de Jim O'Neill, autor do conceito BRICs e Chairman da Goldman Sachs:

"O Brasil tinha a ponte mais longa do mundo e a maior usina hidrelétrica. Mas essas manifestações de vanglória não conseguiam esconder o fato de o país raramente ter alcançado a estabilidade essencial para obter progressos econômicos sérios. Seu crescimento foi desequilibrado e mal distribuído (...)" (p.59)

"Mas, voltando mais uma vez à estrutura macro, os fatores econômicos básicos do Brasil ainda são surpreendentes. Ele tem a quinta maior população do mundo, a qual é jovem e está aumentando. Como demonstrado pelo desenvolvimento dos Estados Unidos, uma população jovem pode levar a um crescimento econômico muito forte e próspero.E, como demonstrado pelas projeções para 2050, o Brasil tem o potencial de ser muito maior. Ele tem a capacidade de se transformar numa economia de US$10 trilhões, mais ou menos cinco vezes seu tamanho atual. Numa base relativa, o Brasil tem o potencial de ultrapassar a Alemanha e o Japão(...)" (p.61) 

Eu desejo uma boa e atenta leitura a todos e todas.

Nenhum comentário: