30 de junho de 2012

Lançamentos para a FLIP 2012 (2)


Não resisti, trouxe a Dulce Maria Cardoso e Os meus sentimentos, editado pela Tinta da China, recente no Brasil. Sentei no Sanduka e pedi um sorvete de  figo com nozes para acompanhar o início da leitura. Tudo rosa, apesar dos sentimentos da personagem. Uma cliente da livraria deu a dica de também ler Campo de Sangue, que foi editado pela Companhia das Letras em 2005. Vou buscar o livro também, parece ser muito interessante: 4 mulheres, numa delegacia, unidas por um mesmo homem. Deve ser bem interessante. Espero encontrar Dulce Maria em Paraty e quem sabe trazer o livro autografado :o)

Do site da Companhia das Letras sobre Campo de Sangue:
Quatro mulheres que não se conhecem esperam juntas numa sala. Vão prestar depoimento sobre um homem acusado de assassinato. A ex-mulher o sustentava e comportava-se como sua amante. Para a mãe, ele era um filho estranho. A moça bonita leva no ventre um filho dele, que ela nunca quis ter. E a senhoria acredita ter visto tudo e conta com a presença da televisão para salvá-la da ruína. As diferentes realidades vividas por essas mulheres nunca se encontram - a não ser no homem, um desocupado, que procurava maneiras de gastar o tempo.  Campo de Sangue suga o leitor para essas espirais de realidades; para lugares indefinidos (o bairro, a pensão, a praia, a casa longe de tudo e perto do mar); para relações movidas por necessidades mas vazias de sentimento. A prosa de Dulce Maria Cardoso nos faz compartilhar a loucura desencadeada pela beleza e pela 


29 de junho de 2012

Lançamentos para a FLIP 2012 (1)


Chegou às livrarias dois livros novos do Jonathan Franzen: Tremor e Como ficar sozinho (ensaios). Ambos editados pela Companhia das Letras. O autor estará na FLIP 2012, que começa em 4 de julho próximo. Leia+ sobre Como ficar sozinho.

23 de junho de 2012

Tiene que ver con la furia

Ganhei de presente da querida Rosana Sanchez um livro muito especial. Especial porque, além de ser exemplo da nova literatura argentina, é um livro escrito por dois escritores jovens e que retratam o ambiente do amor e do mundo dos livros. Os personagens do romance de Andrea Stefanoni e Luis Mey, publicado pela Planeta Argentina - Editorial Emecé, trabalham na segunda mais bonita livraria do mundo - título que pertence à Livraria Ateneo Grand Splendid Buenos Aires desde 2008, eu estava lá quando houve o anúncio.

A cada página que leio, vou descobrindo a riqueza dos patrícios da terra da minha família materna: certas palavras, certos personagens, certos sentimentos fazem acordar em minha memória os momentos mais felizes da minha vida. Além das memórias, Tiene que ver con la furia tem também seus personagens caninos, um mundo particular que me encanta e faz parte da minha vida. 

Estou lendo aos poucos, não só para rememorar o idioma castellano, mas para aproveitar as passagens hilárias que passam todos que trabalham em livrarias e as passagens dolorosas do amor - quem não vive intensamente o amor não reconhecerá a dor e a fúria nestas páginas. 

Confesso estar encantada com a literatura argentina, que em sua crise de sobrevivência mostra vigor e poesia em sua resistência. Mostra toda sua beleza em fúria, em clamor. Além de Andrea Stefanoni e Luis Mey, leio também Pájaros en la boca, de Samantha Schweblin

Confesso que nestes dois romances encontro uma literatura afetiva, que em códigos abre portas e janelas para o meu interior. Não deverá ser assim a literatura, abrindo com suas diferentes chaves as portas de cada leitor?

Guardadora de Livros


16 de junho de 2012

Pájaros en la boca

Lançado em 2009 pela Planeta - Emecé na Argentina, Pássaros na Boca chega ao Brasil em 2012 pela Editora Benvirá. Fiquei com vontade de ler, principalmente pelo fato de terem comparado sua autora, Samanta Schweblin, ao escritor japonês Haruki Murakami, cujo estilo ficcional gosto muito. Seguindo um capricho, preferi encomendar a uma amiga que estaria na Argentina o volume original, em castelhano, língua familiar a mim por parte de minha mãe. 

Pájaros en la boca é um livro de contos. O conto que dá nome ao livro conta a história de uma menina que causa espanto aos pais quando começa a se alimentar de...pássaros. Em Haruki Murakami também encontramos elementos insólitos que nos causam, eu diria, vertigem. Uma vertigem da realidade x fantasia. 

"Apagué el televisor y miré por la ventana. El auto de Silvia estaba estacionado frente a la casa, con las balizas puestas. Pensé si había alguna possibilidad real de no atender, pero el timbre volvió a sonar: ella sabía que yo estaba en casa. Fui hasta la puerta y abrí.
-Silvia - dije
-Hola - dijo ella, y entró sin que yo alcanzara a decir nada -. Tenemos que hablar.
Señaló el sillón y yo obedecí, porque a veces, cuando el pasado toca a la puerta y me trata como hace cuatro años atrás, sigo siendo un imbécil.
-Nova a gustarse. Es...Es fuerte - miró su reloj-. Es sobre Sara.
-Siempre es sobre Sara - dije.
-Vas a decir que exagero, que soy una loca, todo ese asunto. Pero hoy no hay tiempo. Te venís a casa ahora mismo, esto tenés que verlo con tu proprios ojos (...)"

Fragmento do conto Pájaros en la boca.

10 de junho de 2012

Biblioteca QR Code


Clique na imagem para ampliar o code.
Aponte o scan e você terá a obra, em inglês.
Funciona, já testei.


7 de junho de 2012

O Torreão, de Jennifer Egan


Em O Torreão, assim como o faz em A Visita Cruel do Tempo, Jennifer Egan cria uma narrativa que hipnotiza e causa tensão entre os mundos criados pela nossa leitura: ficção e realidade. Este livro em particular me lembrou A Louca da Casa, da escritora espanhola Rosa Montero, que brinca de forma sofisticada com o leitor ao escrever em estilos como o autobiográfico, ensaio crítico e ficção literária. A atmosfera do livro envolve um suspenso de quase terror e um pouco de contos de fada eu diria, quando surge uma personagem que guarda em sua consciência 900 anos de uma família alemã cujo espírito resistiu à guerras, invasões, mas não ao novo tempo. Os personagens de Egan nunca passam desapercebidos aos nossos olhos, cada um com seu desdobramento em nosso interior - estamos neles ou eles residem em nós? Boa pergunta para o leitor que aceita o desafio de entrar em uma nova forma de narrativa. O Torreão está sendo adaptado para o cinema pelo diretor Peter Weir, o mesmo de The Truman Show, Green Card, A Sociedade dos Poetas Mortos . A estréia está prevista para dezembro de 2012. Em tempo, Jennifer Egan visrá a FLIP 2012, que acontece de 4 a 8 de julho, em Paraty, Rio de Janeiro.

O livro da SONY