10 de julho de 2012

Quadrilha de Drummond na Flipinha

O recém-criado CIL - Centro Internacional do Livro - realizou durante a FLIP 2012 uma iniciativa interessante e bem-sucedida: a Quadrilha Drummond. Na programação da Flipinha, na Praça da Matriz, foram colocadas bandeirinhas de São João com dois poemas de Carlos Drummond de Andrade, Quadrilha e No meio do caminho. Os dois poemas foram expostos em bandeirinhas no idioma original e traduzidos em diversos idiomas: inglês, espanhol, tcheco, dinamarquês, búlgaro. As crianças adoraram e participaram lendo o poema em português enquanto tradutores leram no idioma traduzido. A inciativa foi tão boa que saiu nas páginas do jornal O Globo e da Revista Vida Simples. Essa foi uma homenagem criativa e de grande alcance, afinal, é de criança que se aprende poesia. Em destaque, poema traduzido por Elisabeth Bishop e Emanuel Brasil na década de 70. Emanuel Brasil, com quem tive a oportunidade de trabalhar, foi editor da revista Poesia Sempre, da Biblioteca Nacional, durante a presidência de Afonso Romano de Sant'Anna.

9 de julho de 2012

Enrique Vila-Matas: Musica para Malogrados


Apesar de ter ido à Festa Literária de Paraty pela primeira e a trabalho, tive a sorte de assistir 03 excelentes mesas e palestras. Destaco a de Enrique Vila-Matas, que numa performance excepcional apresentou Musica para Malogrados, inciado e finalizado em companhia de outros textos especiais para a palestra - um texto híbrido que continha elementos de ensaio, ficção e biografia. O mesmo fez Rosa Montero em seu texto, também híbrido, A Louca da Casa. Vila-Matas sentou-se à mesa e apresentou-se como Antonio Tabucchi. Ainda bem que Vila-Matas leu seu texto em espanhol, se fosse catalão perderia a graça na interpretação simultânea e seria um outro texto. Em um dos trechos do texto, Vila-Matas diz que os escritores deveriam ser lidos e não vistos, e que talvez a literatura tenha chegado a um momento de colapso. Silviano Santiago acompanhou a palestra inteira. Outros ouvintes abandonaram a arena - talvez não tenham aguentado a realidade e a lucidez descrita por EVM. Sobre as sombras de pessoas e personagens que aparecem na obras e EVM, na Tenda dos Autores ele tornou-se seu próprio personagem: um homem que no telão observa o escritor que observa e acompanha outro escritor dentro do texto. Só lendo a obra para ver os enigmas que acompanham este escritor tão fiel ao seu ofício.



7 de julho de 2012

Os meus sentimentos portugueses: Dulce Maria Cardoso

Quem me conhece sabe que descendo de duas nações: Argentina e Portugal. Como não poderia deixar de ser, busco, em oportunidades, estreitar laços com os patrícios. No ano passado e este ano, conheci escritoras argentinas com as quais me correspondo. Infelizmente não pude ir no ano passado conhecer ao vivo e a cores Pola Oloixarac. Mas na FLIP 2012, mesmo indo a trabalho, me esforcei para conseguir assistir Dulce Maria Cardoso, escritora nascida em Trás-os-Montes, que viveu em Angola e voltou para Portugal. Tive que correr, literalmente! Quase não consigo entrar na Tenda dos Autores, e no meio do caminho ainda me atropela a equipe da GloboNews, que quis me fazer personagem. Ao contrário da maioria dos espectadores que estavam em busca de Ian McEwan e Jennifer Egan, eu queria apenas assistir e ter meu livrinho assinado pela escritora portuguesa que poucos ainda conhecem no Brasil. Bastou para ser notícia e cair nas graças de Rodrigo Carvalho que achou o fato curioso. Consegui entrar e assisti-la. Ao final, uma longa fila para assinar o livro. Depois a recompensa: À Nélida Capela, com a minha amizade, Dulce Maria Cardoso. E assim vamos tecendo histórias com nossos escritores preferidos, aqueles que nos abrem o coração e nos transformam em pessoas melhores - assim são os livros.

Para ver a matéria do Jornal das Dez da GloboNews, aperte aqui.

Exposição O Globo na Casa da Cultura celebrou os 10 anos da FLIP


A sala era pequena, mas cada parede contava um pouco dos 10 anos da FLIP. 
Retratos, matérias, depoimentos. 

2 de julho de 2012

Companhia para a FLIP 2012


No ano passado eu comprei duas entradas para assistir a Pola Oloixarac, uma escritora argentina cujo romance gostei muito. Acabou que não consegui me ausentar do trabalho, e tão pouco doar para alguém as entradas... Neste ano, vou a trabalho, mas carrego na bagagem os livros de uns escritores preferidos que estarão na FLIP. Quem sabe encontro alguém perdido entre as ruelas de Paraty. De quebra, levo o romance argentino escrito por Andrea Stefanoni e Luis Mey, da editora Planeta Emecé: Tiene que ver con la furia - estou apaixonada pelo livro, tomara que seja traduzido logo.