30 de setembro de 2012

Inverno Russo


Um romance histórico interessante que começa nos EUA e nos conduz até a Rússia de Stálin, trazendo detalhes da vida de uma bailarina do Bolshoi. Minha leitura ainda está em curso, mas acredito que a viagem será muito boa! Recomendo :D

28 de setembro de 2012

Uma porta para um quarto escuro


Hoje encontrei uma novidade interessante na livraria: uma porta. Um livro cuja capa é uma porta. No mínimo, um convite para a leitura. O interior do livro também é bem bonito e colorido. O conteúdo está a altura. Um lançamento da editora Tordesilhas que vale a pena ser comprado e lido.

Texto da Editora Tordesilhas sobre o livro Uma porta para um quarto escuro, de Antonio Cestaro.

Reflexões sobre o cotidiano e a condição humana são expostas em 30 textos breves de linguagem próxima a uma conversa descontraída. Sutilmente, a voz narrativa introduz elementos da vida do autor, proporcionando o enredamento entre persona literária e a figura do escritor.

Em texto de introdução, Márcia Lígia Guidin (doutora em letras pela Universidade de São Paulo), destaca a literatura como um dos assuntos centrais. Na crônica-título, o fazer artístico é colocado em pauta e o leitor é levado a entender a tradição literária como uma chave para quarto escuro da alma.

27 de setembro de 2012

Livros e Luzes


Instalação do Coletivo Luzinterruptus em Melbourne, Austrália.
Siga a página do coletivo no FB, clique aqui.

11 de setembro de 2012

A Menina do Vale por Cris Ramos

Bel Pesce estudou no MIT, trabalhou na Microsoft, no Deutsche Bank e no Google. Recentemente, esteve na 22ª Bienal Internacional do Livro aonde participou da mesa Paixão Radical: Negócios E Valor. Cris Ramos, que assistiu a palestra e leu o livro, conta para o Lector in Fabula como foi essa experiência.

Texto de Cris Ramos:
Conheci a autora antes da sua obra. Não conhecer propriamente, mas tive a oportunidade de assistir a uma palestra sua na mais recente Bienal do Livro de São Paulo, onde ela foi falar sobre Paixão Radical: Negócios e Valor, junto com mais 02 profissionais de destaque em suas áreas de atuação, Lourenço Bustani e Mário Henrique Siqueira Silva e Lima. Sem desmerecimento algum aos seus companheiros da sessão, muito pelo contrário, pois sou grande admiradora da filosofia de trabalho desenvolvida pela Mandalah, do Lourenço Bustani - recentemente nomeado um dos executivos mais criativos do mundo pela revista Fast Company - mas era praticamente impossível ela não se destacar de alguma forma, com sua juventude, sua vivacidade palpável, seu brilho no olhar e claro, com sua calça azul Royal, super in.  Mais uma vez, não que os outros não tivessem esses mesmos atributos, mas possivelmente os tinham de alguma outra forma, mais serena. Bel Pesce passa equilíbrio sim, mas também uma enorme combustão de ideias, de desejos, de sonhos, de garra, de vontade de fazer e acontecer. E que jovem não se identifica com isso? Pois os já não tão jovens também, se identificam, estou certa, na medida em que passa a ser uma fonte de inspiração para o resgate da paixão – aqui falo um pouco por experiência própria.

Sem entrar no mérito do que é ser jovem ou não – vamos pelo lado do espírito jovem – foi uma leitura muito prazerosa e gratificante ler o livro “a menina do vale – como o empreendedorismo pode mudar a sua vida”, por vários motivos: porque é muito bonito mesmo ver uma pessoa jovem (ok, dá para afirmar que 24 é jovem, correto?!), já com tanta experiência de vida e disposta a compartilhar sem medo e com desprendimento o que a levou a ter sucesso, mesmo nas (supostas) pequenas coisas do dia a dia;  porque ao ler o livro pude sentir novamente toda a vibração e energia da autora, empreendedora, menina mulher - Bel Pesce; e porque as dicas são realmente extremamente válidas e coerentes para quem quer dar impulso a um projeto nos tempos atuais.

Ah, se a intenção não for empreender um negócio, pode ser um projeto de estudo, um mestrado aqui ou fora do pais...muitos conselhos se aplicariam igualmente a esta meta, como networking e mentorismo (encontrar um mentor que te oriente). Uma das frase que ela mais repete no livro é “tudo é possível se  você se dedicar de cabeça e coração”. Eu gostei #ficaadica.

Cris Ramos é formada em Comunicação Social com especialização em Publicidade e Propaganda pela UFRJ. Recentemente foi colaboradora do TEDxSudeste.

10 de setembro de 2012

Alguém pode me dizer que fenômeno é esse?


Antes eram Nabokov, Kawabata, Sade, Masoch. Às "escondidas", Anais Nin, Catherine Milliet e Cassandra Rios. Bataille deve explicar o ressurgimento do erotismo...será? Estou lendo para poder dizer alguma coisa sobre. Perda de tempo? Não tenho bem certeza, as editoras não estão perdendo tempo, estão faturando.  Aliás, nesse caminho, até a Bela-Adormecida acordou pelas letras da conhecida e famosa Anne Rice, a precursora da boa literatura vampiresca - li quase todos! Bom, apresento o  Mommy Porn. Leia+

8 de setembro de 2012

BRICs e N11

Há alguns meses venho namorando a leitura do livro de Jim O'Neill, O Mapa do Crescimento, que esclarece para o leitor as oportunidades econômicas dos próximos 50 anos com a emergência de economias como as do BRICs (Brasil, Rússia, China e África do Sul) e a dos N11 (Next Eleven - Bangladesh, Egito, Indonésia, Irã, Coréia do Sul, México, Nigéria, Paquistão, Filipinas, Turquia e Vietnã). 

Tenho a convicção de que desenvolver a educação econômica e a educação política em nosso país, hoje, sugerindo leituras que apontem novas perspectivas de mundo, seja uma das missões das pessoas que têm acessos a bons livros, acesso à informação. Eu não sou melhor nem pior do que ninguém, mas tento fazer a minha parte, num trabalho de formiga.

Tenho visto pessoas jovens muito mal influenciadas pelos veículos do Quarto Poder e pelas informações desatualizadas dos partidos da velha esquerda e direita. Uma nova política está por surgir no nosso país, mas muitos ainda querem o antigo estilo lulista. Fernando Henrique ressurge de forma lúcida no panorama político. Dilma tenta seguir o seu trabalho técnico. Ambos incomodam muita gente e é preciso abrir os olhos.

E o que isso tem a ver com BRICs ou N11? A meu ver, tudo. Talvez com a leitura de O Mapa do Crescimento, jovens venham a despertar para o seu importante papel no futuro do pais. Talvez pessoas da minha idade despertem para a importância do abandono e desapego de uma "utopia" política de esquerda que não funcionou, que não nos pertence e que precisa se renovar para que a economia favoreça a todos. 

Alguns destaques do livro de Jim O'Neill, autor do conceito BRICs e Chairman da Goldman Sachs:

"O Brasil tinha a ponte mais longa do mundo e a maior usina hidrelétrica. Mas essas manifestações de vanglória não conseguiam esconder o fato de o país raramente ter alcançado a estabilidade essencial para obter progressos econômicos sérios. Seu crescimento foi desequilibrado e mal distribuído (...)" (p.59)

"Mas, voltando mais uma vez à estrutura macro, os fatores econômicos básicos do Brasil ainda são surpreendentes. Ele tem a quinta maior população do mundo, a qual é jovem e está aumentando. Como demonstrado pelo desenvolvimento dos Estados Unidos, uma população jovem pode levar a um crescimento econômico muito forte e próspero.E, como demonstrado pelas projeções para 2050, o Brasil tem o potencial de ser muito maior. Ele tem a capacidade de se transformar numa economia de US$10 trilhões, mais ou menos cinco vezes seu tamanho atual. Numa base relativa, o Brasil tem o potencial de ultrapassar a Alemanha e o Japão(...)" (p.61) 

Eu desejo uma boa e atenta leitura a todos e todas.

7 de setembro de 2012

Leitura em Curso (1): Lévi-Strauss no Japão

Japão é um tema que me atrai não é de hoje. E não só a mim, Lévi-Strauss também era apaixonado pelo país e guardava desde a infância uma memória afetiva que o guiou pelo Oriente. Nesta edição belamente minimalista da Companhia das Letras, podemos ler os textos encantadores do antropólogo. Abaixo, um fragmento do qual gostei - espero que desperte o gosto de vocês, leitores, por esta aventura.

"Senti um verdadeiro amor à primeira vista pela cozinha japonesa, a ponto de, há dois anos, introduzir em minha alimentação diária algas e o arroz cozido segundo as regras. Por fim, tendo experimentado no Japão todos os tipos de culinárias, desde o sansei até o kaiseki, e tido com cozinheiros conversas muito frutíferas e muito longas, aí também me parece existir algo totalmente original, e que nada se afasta mais, se separa mais da chinesa do que essa cozinha quase sem gordura , que apresenta os produtos naturais no estado puro e deixa sua mistura à escolha e à subjetividade do consumidor." (p.47)

3 de setembro de 2012

Lendo (1)

Para variar, minhas pilhas de livros nunca chegam ao fim...ainda bem. Seria uma pessoa muito triste sem um livro ao lado. Li O Segredo do Oratório quando ele ainda tinha o título O Jardim de Aba. Agora releio com outros olhos, em outro momento. O lançamento da Luize Valente foi um sucesso. Muita gente iluminada para abrilhantar a noite. Ainda não terminei a leitura, estou quase lá, mas já com pena de acabar. Recomendo para quem quer ler mais sobre os cristãos-novos no Brasil, mais especificamente no nordeste brasileiro. Uma aventura inesquecível.

2 de setembro de 2012

Uma pilha de livros democrática...


Caso contrário, não teria graça. Temos literatura brasileira, romance erótico (estou analisando essa linha de 50 tons, crossfire, etc), economia com BRICs, empreendedorismo com Bel Pesce, Antropologia e Japão por Claude Lévi-Strauss. Eu diria que isso se chama leitura de mundo. Além dos livros, as revistas de tecnologia, design, arte, bem-estar, gastronomia, estilo, variedades e luxo.