Carlos Ruiz Zafón se destaca na Espanha por seus romances fantásticos. A Sombra do Vento, seu maior sucesso no Brasil, é o que chamo de um romance "ratoeira" - no começo parece que nada vai acontecer, de repente, tudo acontece e deixa o leitor sem fôlego a cada página virada.
Neste seu romance inaugural, Zafón ensaia, a meu ver, O Jogo do Anjo, exercício da maturidade de um romance fantástico, com elementos da luta do Bem contra o Mal (que reside no interior do ser humano), amores impossíveis, terror, suspense e livros. Um jardim de estátuas (um cemitério?), personagens de circo (um palhaço sinistro), jovens ao encontro do seu primeiro amor, um menino destemido e corajoso, amor paterno, um farol, um navio náufrago e misterioso.
Recomendo essa leitura para os jovens a partir de 15 anos que se encantam com bons romances. Para quem já leu O Jogo do Anjo, O Príncipe da Névoa é leve, mas de longe é uma leitura desperdiçada. Li em dois dias, mas com tempo, devora-se em algumas horas.

Um comentário:
Adoro o Zafon, mas talvez pule este aqui...
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